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“Conheci Glenn na época da Lava-Jato; depois que o marido morreu, virou bolsonarista da pior espécie”

    Comentário de perfil chama a atenção e gera polêmica em rede social: “Transformação assustadora. Deve ser aliado dos EUA, como tantos golpistas. Alexandre de Moraes foi o alvo desse canalha” – SAIBA MAIS

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    Um perfil na rede social X, denominado Lena 13, que, por óbvio, pode não ser necessariamente o de uma mulher, respondeu a uma publicação do cientista geopolítico e influenciador digital Vinicios Betiol sobre o “jornalista Vinícius Segalla“, que teria desmascarado outro jornalista, “Glenn Greenwald, e a Folha [de S. Paulo], em sua tentativa de criar no público a ideia de que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, age “fora do rito” contra os bolsonaristas que investiga.

    A suposta ‘dona’ da conta na plataforma de microblogging X se mostrou decepcionada com o ex-Intercept, que foi um dos responsáveis pela veiculação das mensagens hackeadas, nomeadas como Série Vaza Jato, das contas no aplicativo de mensagens Telegram, dos procuradores da Lava Jato de Curitiba, comandados pelo deputado cassado Deltan Dallagnol, bem como da conta do ex-juiz federal e hoje senador, por pouco não cassado também, Sergio Moro (União Brasil-PR).

    Betiol afirmou que “Segalla provou que o Glenn e a Folha ESPALHARAM FAKE NEWS pra atacar o Alexandre de Moraes e o STF“. O influencer lembra que “Greenwald afirmou que o ministro teve acesso a informação sigilosas da Polícia de São Paulo“, mas observou que o jornalista do DCM “mostrou como conseguir as informações e PROVOU que” elas “são públicas”.

    Na sexta-feira (16/8), a Folha de S.Paulo voltou a atacar a Justiça e publicou, segundo Segalla, “informação incorreta“, sobre a acessibilidade de dados de processos judiciais. A reportagem do jornalão disse que os dados acessados não poderiam ser obtidos em plataformas de acesso público, mas na realidade todos os dados citados o são e podem ser acessados por qualquer pessoa, como demonstrado pelo jornalista, em um vídeo postado pelo DCM.

    Depois da revelação, Betiol diz que isso justifica os motivos para Glenn Greenwald, Elon Musk e os bolsonaristas desejarem “liberdade de expressão absoluta”, pois seria “exclusivamente pra eles atuarem nas redes sociais”.

    Em resposta, Lena 13 disse que conheceu “o Glenn na época da Lava Jato“, mas que, “depois que o Davi Miranda faleceu ele mudou totalmente e virou bolsonarista da pior espécie. Transformação assustadora! Deve ser aliado dos USA como tantos golpistas, né? Alexandre de Moraes foi o avo desse canalha“, escreveu.



    Davi Miranda também era jornalista, bem como estrategista de marketing e deputado federal pelo PDT-Rio. Ele coordenou a campanha pelo asilo no Brasil de Edward Snowden, um analista e ex-administrador de sistemas da CIA que atuou na NSA e tornou públicos detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global dos EUA.

    O falecido trabalhou ativamente junto a Glenn Greenwald nas revelações desses programas, que eram efetuados pela Agência de Segurança Nacional. Por conta disso, em 2013, Davi Miranda foi detido pelo governo britânico para interrogatório, quando retornava ao Brasil.

    As respostas à postagem de Lena 13 dizem que a morte de Davi foi “muito estranha” e que precisava de “investigação”. E que após isso, Glenn “mudou”. Um perfil disse que a jornalista Thaís Ohama perguntou, algum tempo atrás, “a quem esse cara serve?”

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