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“Democracia ou golpe?” Lindbergh revela acordão que pode livrar Bolsonaro HOJE

Rejeição de Jorge Messias ao STF e votação do veto ao PL da Dosimetria revelam articulação que pode reduzir penas de condenados pelo 8 de janeiro e blindar investigações políticas

Deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) / Foto: Maria Ramos / Câmara dos Deputados

Brasília (DF) · 30 de abril de 2026

O Congresso Nacional reúne-se nesta quinta-feira (30/abr) para analisar o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, em meio a acusações de um amplo acordão político que já produziu a rejeição de Jorge Messias ao STF.

A sessão pode definir o equilíbrio entre punição aos responsáveis pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e a preservação da justiça como pilar da democracia brasileira.

Lindbergh Farias (PT-RJ) foi o primeiro a denunciar a articulação nos bastidores. Em publicação no X, o deputado federal declarou: “Hoje, o Congresso Nacional decidirá o futuro do Brasil: democracia ou golpe, Constituição ou vale-tudo, punição ou impunidade”.

A rejeição de Jorge Messias ocorreu na quarta-feira (29/abr) por 42 votos a 34, a primeira de um indicado ao STF desde 1894.

Segundo reportagens de veículos como O Globo e CNN Brasil, a derrota integra estratégia que favorece a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado no biênio 2027/2028.

A operação busca consolidar maioria para influenciar processos contra ministros do STF e investigações de escândalos financeiros.

Gleisi Hoffmann (PT-PR) classificou o movimento como “grande acordão entre a oposição bolsonarista e outros com objetivos eleitoreiros e pessoais”.

Lindbergh Farias detalhou, em vídeo, que o pacto inclui o silêncio do PL sobre o caso Banco Master e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, texto que altera critérios de cálculo de penas e pode beneficiar condenados pelos ataques de 8 de janeiro, incluindo Jair Bolsonaro e generais envolvidos na trama golpista.

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O deputado alertou ainda que a medida abriria brechas para redução de penas em crimes graves, beneficiando não apenas os envolvidos no 8 de janeiro, mas também líderes de organizações criminosas.

A oposição já contabiliza votos suficientes para derrubar o veto: 300 na Câmara e 50 no Senado.

A sessão conjunta do Congresso Nacional está em andamento.



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