Estudo exclusivo destaca queda na aprovação popular de órgãos públicos e impactos na democracia nacional
Brasília, 08 de setembro de 2025
Uma pesquisa exclusiva da Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (8/set), aponta o Congresso Nacional como a instituição que mais perdeu credibilidade junto à população brasileira nos últimos anos.
O estudo, que ouviu 12.150 pessoas entre 13 e 17 de agosto, revela que apenas 45% dos entrevistados confiam no Legislativo, uma queda de 9 pontos percentuais em relação a 2023, quando o índice era de 54%.
Em contrapartida, 52% expressam desconfiança, superando os números do Supremo Tribunal Federal (STF), com 47% de rejeição, e da Presidência da República, com 44%.
Essa erosão afeta diretamente a democracia nacional, pois enfraquece a legitimidade dos representantes eleitos e pode agravar a polarização política.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou em entrevista ao O Globo que “houve uma piora generalizada no grau de confiança institucional dos brasileiros nos últimos 4 anos“, com aumentos de até 10 pontos na desconfiança para entidades como a Polícia Militar e as Forças Armadas.
No topo do ranking de credibilidade, aparecem a Igreja Católica (73% de confiança), a Polícia Militar (71%) e as Forças Armadas (70%), instituições associadas a “ordem e propósito” em um contexto de incerteza econômica e social.
Outros levantamentos corroboram essa tendência.
Em fevereiro, a pesquisa AtlasIntel para a CNN Brasil indicou que 82% dos brasileiros não confiam no Congresso Nacional, o pior índice entre todos os órgãos públicos analisados, com apenas 9% expressando confiança.
O estudo, realizado com 817 entrevistados, também registrou queda na credibilidade das Forças Armadas, caindo para 24% de aprovação, atribuída a investigações sobre tentativas de golpe em 2023.
Já em julho, o Ipsos-Ipec apontou o Legislativo com índice de 37 pontos em uma escala de 0 a 100, o mais baixo entre os Três Poderes, enquanto o Corpo de Bombeiros liderava com 85 pontos.
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A queda na aprovação popular de órgãos públicos como o Congresso Nacional tem impactos profundos na governança.
Especialistas alertam para o risco de instabilidade, com maior propensão a embates entre poderes e redução na efetividade de políticas públicas.
Por exemplo, 51% dos eleitores reprovam a atuação de deputados e senadores, segundo rodada da Quaest em julho, e 72% desconhecem o funcionamento das emendas parlamentares, ferramenta central de articulação política.
Temas como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 enfrentam rejeição de 55%, conforme o Datafolha de agosto, o que reflete o ceticismo geral.
Essa crise de credibilidade não é isolada. O O Globo reportou que o Executivo perdeu 8 pontos de confiança, caindo para 54%, enquanto o Judiciário registrou retração de 6 pontos.
No entanto, instituições de fé e segurança mantêm apelo, com a Igreja Católica e a Polícia Militar como âncoras de estabilidade.
O Congresso em Foco analisou que fatores como exibicionismo nas redes sociais e polarização contribuem para o desgaste, deslocando o foco de debates legislativos para narrativas midiáticas.
Para mitigar esses efeitos na democracia, analistas sugerem maior transparência e educação cívica sobre o papel do Legislativo.
Sem reformas, o risco de abstenção eleitoral e instabilidade aumenta, ameaçando a coesão social no Brasil.







