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Consumidores são afetados com um aumento estimado de 3% nas tarifas de energia elétrica – SAIBA MAIS
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Brasília, 17 de junho de 2025
Em uma manobra realizada pelo Congresso Nacional nesta terça feira (17/jun), foi derrubada uma parte dos vetos impostos pelo Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a um projeto que visava impulsionar a energia eólica em alto-mar, trazendo à tona trechos apelidados de “jabutis”, anexos divergentes da intenção inicial da lei.
Segundo a Frente Nacional dos Consumidores de Energia e a Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace Energia), essa decisão pode pesar no bolso dos brasileiros, com um impacto financeiro estimado em R$ 197 bilhões até 2050 – ou cerca de R$ 7,5 bilhões por ano.
Será que essa escolha vai mesmo encarecer a vida de quem já sente o aperto?
O projeto, que começou como uma iniciativa para turbinar a geração de energia renovável, ganhou contornos inesperados com a inclusão desses artigos extras durante sua tramitação.
A consultoria PSR calcula que o retorno desses trechos à lei pode elevar as tarifas de luz em até 3% para os consumidores.
O motivo? Medidas como a contratação de hidrogênio líquido a partir de etanol no Nordeste, eólicas no Sul e a prorrogação por 20 anos de contratos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), com impacto de R$ 24 bilhões.
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Esses passos, embora ambiciosos, levantam dúvidas sobre sua viabilidade e custo real.
O presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, Luiz Eduardo Barata, não escondeu a decepção.
“Nós confiamos que a votação seria só em agosto, mas mudaram tudo para hoje. Isso vai tornar o sistema mais complicado de gerenciar e o ônus cai direto no consumidor”, desabafou.
Ele alerta que, além do aumento na conta de luz, o efeito cascata pode encarecer comércio e serviços, afetando o dia a dia de todos.
Em janeiro, Lula havia atendido a apelos de entidades e vetado esses pontos, mas a decisão do Congresso reverteu o quadro, reacendendo o debate.
Enquanto isso, o governo tenta avaliar os próximos passos.
A carta enviada à Casa Civil pela frente de consumidores destaca que esses “jabutis” não só distorcem o propósito original da lei, mas também comprometem esforços para baratear a energia.
A pergunta que fica no ar: será que essa guinada beneficia apenas interesses específicos ou reflete uma estratégia maior?
Com a sessão surpresa, o clima é de incerteza, e os olhos estão voltados para o que o Planalto e os parlamentares farão a seguir.












