Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

    Congresso derruba veto de Lula ao PL da Dosimetria, reduz penas de condenados pelo 8/1 e beneficia Bolsonaro

    Não cabe recurso e só o STF poderá analisar pedidos de revisão caso a lei seja questionada por inconstitucionalidade

    Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional

    O presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre / Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado

    Brasília (DF) · 30 de abril de 2026

    O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (30/abr) o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria (PL 2162/23).

    A decisão transforma o projeto em lei e permite a revisão de penas aplicadas a condenados por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, crimes centrais dos atos de 8 de janeiro de 2023.

    Na Câmara dos Deputados, o veto caiu por 318 votos a 144.

    No Senado, o placar foi de 49 a 24.

    O resultado configura a segunda derrota expressiva do governo na mesma semana, após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.

    Antes da votação, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), realizou manobra que excluiu trechos do veto relacionados à progressão de regime para crimes hediondos.

    A medida preservou a Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026), sancionada em março, evitando contradições com regras mais rigorosas para feminicídio, estupros e organização criminosa.

    O projeto altera a dosimetria ao impedir a soma automática de penas quando os crimes de golpe e abolição violenta ocorrem no mesmo contexto.

    A pena mais grave passa a ser aplicada com acréscimo de um sexto a metade, e há redução de um terço a dois terços em casos de participação em multidão sem liderança ou financiamento.

    Para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses pelo STF por tentativa de golpe, o tempo em regime fechado pode cair de seis para dois anos, sem afetar a inelegibilidade, segundo cálculos mencionados por fontes parlamentares.

    A derrubada reforça o papel do Legislativo na calibragem das penas, mas levanta questionamentos sobre o compromisso coletivo com a democracia após os eventos que ameaçaram as instituições em 8 de janeiro de 2023.

    O Centrão e a oposição uniram forças, enquanto a base governista argumentou que a medida enfraquece a resposta a atos antidemocráticos.

    O texto agora segue para promulgação.

    Advogados dos condenados deverão protocolar pedidos de revisão junto ao STF e tribunais inferiores.

    A decisão não anula condenações, mas ajusta o cumprimento das penas, priorizando proporcionalidade sem abrir precedente para impunidade generalizada.

    FAQ Rápido

    O que muda exatamente para os condenados do 8 de janeiro?
    O cálculo de penas deixa de somar automaticamente crimes conexos, reduzindo o tempo total de prisão e acelerando a progressão de regime para a maioria dos cerca de 280 condenados.

    Bolsonaro será beneficiado?
    Sim. Especialistas estimam redução significativa no período em regime fechado, embora a inelegibilidade permaneça intacta.

    O governo pode recorrer?
    Não há recurso direto ao veto derrubado, mas o STF poderá analisar pedidos de revisão caso a lei seja questionada por inconstitucionalidade.

    Fontes oficiais confirmam que o placar final manteve a tendência de derrubada sem alterações de última hora.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading