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Congresso dá costas a queimadas por anistia a golpistas, diz amigo de Lula, que critica demora de ação e agradece Dino

    Apenas Patrus Ananias (PTMG) tentou colocar em discussão um projeto para punir mais severamente quem está tocando fogo no país, lembrou o jornalista que ocupou o cargo de 1.º Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência em 2004

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    De acordo com o jornalista Ricardo Kotscho, em seu Balaio, o Congresso Nacional está deixando de “discutir os problemas climáticos urgentes que afligem o Brasil” para, “em vez disso“, dedicados “em aprovar rapidamente um projeto de anistia para os golpistas de 8 de janeiro“, que estão sendo condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

    A ideia é que, caso aprovado, servirá também para isentar de seus crimes o ex-presidente declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Jair Bolsonaro (PL), que esteve na quinta-feira (12/9) em Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde, segundo um jornal local, afirmou que tem esperança de se tornar novamente elegível para disputar a eleição presidencial de 2026.

    O ex-Primeiro Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência do Brasil durante a primeira gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, em seu texto, que o Congresso demonstrou que “legisla em causa própria, de costas para o Brasil“, enquanto o País vive a mais grave crise climática da sua história.

    Kotscho argumenta que “os nobres deputados” que deveriam estar preocupados em “discutir os prementes problemas que afligem os brasileiros, sufocados pelo calor, a seca e o fogo que atingem o país há várias semanas“, estão querendo “aprovar a toque de caixa o indecente projeto que dá anistia ampla geral e irrestrita aos golpistas de 8 de janeiro, antes mesmo do encerramento dos processos“.

    O escritor e jornalista lembra que apenas Patrus Ananias (PTMG) “tentou colocar em discussão outro projeto, que prevê punições mais severas para quem está tocando fogo no país, já aprovado no Senado“, mas “foi solenemente ignorado por seus pares“, “como se fosse um ser extraterrestre.

    “…piromaníacos criminosos vão botando fogo em todas as regiões do país, que enfrenta a maior onda de seca e calor deste século, tornando o ar das cidades irrespirável, da Amazônia ao Rio Grande do Sul, passando pelo Pantanal e as áreas de Cerrado“, escreve Kotscho, que critica o governo federal pela demora “para se dar conta da gravidade da situação e da falta de planos e meios para combater os incêndios“, mas elogia o ministro do STF, Flávio Dino, que deu uma “ordem com prazo definido para o envio de mais bombeiros às áreas atingidas”.


    O efeito da decisão monocrática impulsionou, segundo Kotscho, o estadista e seus ministros de Estado a se levantarem para ir “ver de perto a tragédia vivida pela população, além de “anunciar medidas não só de combate ao fogo, mas de planos concretos e abrangentes para salvar o que restou das nossas florestas“, o que provou que o judiciário deve coexistir ladeando a política para promover alguma dose de razoabilidade, quando esta se mostrar morosa ou ausente.

    Novamente, o jornalista ‘desce o sarrafo’ no “Congresso Nacional“, que “não fez nem isso. Nenhuma comissão especial de emergência foi formada para tratar do assunto“.

    A essa altura, também já deveriam ter sido convocados amplos contingentes das Forças Armadas para atender aos flagelados nas áreas onde faltam água, comida, médicos e remédios, auxiliando no trabalho dos bombeiros e brigadistas, que não dão conta de tantos incêndios simultâneos“, diz o jornalista.

    As imagens das queimadas estão correndo o mundo, assustado com o que se passa no Brasil, totalmente impotente diante da tragédia, pois a destruição da Amazônia é uma ameaça planetária. Por aqui, os parlamentares estão mais preocupados em anistiar os vândalos bolsonaristas do golpe fracassado de 8/1, a começar pelo seu chefe inelegível, que continua leve e solto em campanha eleitoral”, critica Kotscho, referindo-se a Bolsonaro.

    Enquanto isso, Caroline DeToni (PL-SC), que preside a CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) da Câmara dos Deputados, joga a Constituição e o senso de justiça fora para anistiar os golpistas, conforme disse o jornalista João Filho, do Intercept Brasil.

    Por isso, Kotscho conclui que “só nos resta fazer o que já é rotina na vida dos nordestinos há séculos: rezar para que venham logo as chuvas de setembro“, disse, antes de lacrar como de costume com o tradicional termo final “vida que segue“.

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