Conflito entre o humorista e o político bolsonarista tem acusações de desinformação após homenagem a ativista americano morto na semana passada – ENTENDA
Brasília, 15 de setembro de 2025
O humorista e roteirista Antonio Tabet, cofundador do canal Porta dos Fundos, lançou duras críticas ao vereador Lucas Pavanato (PL), eleito mais votado da história da capital paulista com 161.386 votos em 2024, acusando-o de disseminar fake news e explorar a morte do ativista conservador Charlie Kirk para fins eleitorais.
O episódio, que ganhou tração nas redes sociais, destaca tensões entre figuras da direita brasileira e críticos internos ao espectro político conservador.
A controvérsia começou logo após o assassinato de Kirk, ocorrido em 10 de setembro, durante um evento na Universidade Utah Valley (UVU), em Orem, Utah, nos Estados Unidos.
O fundador da organização conservadora Turning Point USA, baleado no pescoço por um atirador que atirou de um telhado a cerca de 180 metros de distância, morreu aos 31 anos, deixando esposa e duas filhas pequenas.
O suspeito, Tyler Robinson, de 22 anos, foi preso 33 horas depois, em uma operação conjunta do FBI e autoridades locais de Utah.
O presidente Donald Trump decretou luto nacional de cinco dias, culpando a retórica da esquerda radical pelo crime, que reacendeu debates sobre violência política nos EUA – o incidente se soma a uma série de ataques, incluindo tentativas contra o próprio Trump em 2024 e o assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em dezembro de 2024.
No dia do crime, Tabet manifestou solidariedade em postagem no X (antigo Twitter): “Que horror! Que os responsáveis por esta atrocidade sejam encontrados e exemplarmente punidos. Violência não é solução para nada. Nunca”.
Dois dias depois, ele questionou a proposta de Pavanato para alterar a denominação da Rua Estados Unidos, no bairro Jardins, para Rua Estados Unidos – Charlie Kirk.
O projeto, protocolado na Câmara Municipal de São Paulo em 12 de setembro, visa homenagear o ativista como gesto de repúdio à violência política e defesa da liberdade, segundo justificativa do autor.
Tabet inicialmente chamou a iniciativa de “imbecilidade”, mas corrigiu para “projeto oportunista, demagogo e inútil”, argumentando que homenagens a figuras estrangeiras em vias públicas demandam debate amplo, independentemente de ideologia – comparando a uma hipotética renomeação para Hugo Chávez.
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Ele enfatizou que sua visão seria idêntica para ativistas de esquerda.
Em resposta, Pavanato tem usado suas redes para alegar que Tabet zombaria de Kirk, mobilizando seguidores contra o humorista com prints editados ou fora de contexto, o que Tabet classifica como “mentira” e “fake news”.
O vereador, que já protocolou projetos polêmicos como intervalos bíblicos em escolas e propostas contra direitos trans, acumula denúncias: foi condenado por danos morais, investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por promoção de ódio e denunciado por quebra de decoro parlamentar.
A postagem de Tabet no X, com mais de 376 mil visualizações, viralizou e atraiu ofensas de eleitores conservadores, a quem ele se dirige diretamente: “Saiba que o político que está fazendo isso mentiu para você, está te usando como massa de manobra”.
Pavanato, por sua vez, tem postado tributos a Kirk, como vídeos de orações e críticas à mídia brasileira por suposto viés, acumulando milhares de interações em conteúdos sobre o caso.
O projeto de Pavanato ainda tramita na Câmara, sem data para votação, enquanto o caso de Kirk segue em investigação nos EUA, com Robinson negando colaboração e motivações incertas – relatos familiares sugerem ressentimento com o discurso do ativista.
No Brasil, o episódio expõe fissuras na direita: aliados de Pavanato, como Jair Bolsonaro e deputado Nikolas Ferreira, apoiam a homenagem, mas críticos como Tabet veem oportunismo em meio a um luto global.
Especialistas em comunicação política alertam que tais disputas nas redes podem aprofundar polarização, especialmente em ano de eleições municipais recentes.








Se a nossa constituição não relevasse as barbaridades como as que foram ditas por Bolsonaro quando elogiou o torturador de Dilma Roussef, hj não estaríamos perdendo tempo e dinheiro investigando os crimes deste delinquente e não teriamos um acéfalos na política querendo trocar o nome de rua em SP pelo nome de um estrangeiro fascista!
Bolsonarista sempre age como tal. É A coreografia é conhecida: fala besteira, age usando o nome de Deus e daí a pouco arrega, porque não aguenta o tranco. 🤮🤮🤮
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