“O asilo diplomático é uma especiaria latino-americana e pode ser concedido ao cidadão que entra numa embaixada de país signatário da convenção e se declara perseguido político“, explica o jornalista – SAIBA MAIS
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O ex-presidente Bolsonaro três vezes indiciado pela PF (Polícia Federal), por falsificação dos cartões de vacina contra Covid-19; por desvio das joias sauditas presenteadas para a Presidência da República, e, mais uma vez, agora, tendo sido recentemente denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, por liderança de organização criminosa; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano contra o patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado, “não pagará um só dia de cadeia“, escreve, neste domingo (09/mar), o jornalista e colunista da Folha de S. Paulo, Elio Gaspari.
Isso porque o ele poderá ser beneficiado por um “asilo diplomático”, que é “uma especiaria latino-americana” que “pode ser concedido ao cidadão que entra numa embaixada de país signatário da Convenção [de Havana de 1928] e se declara perseguido político“, explica Gaspari.
Segundo seu texto, “alguns militares presos por conta do golpismo de 2022/23 acreditavam que seriam libertados depois da denúncia da Procuradoria-Geral“, mas ela veio, e nada.
Sobre o ex-presidente mais polêmico da história brasileira e manjado por conta de sua antipolítica, Gaspari lembra que, “em fevereiro de 2024, ele já dormiu uma noite na embaixada da Hungria, mas não pediu asilo“, pois “se pedisse, corria o risco de ficar lá por algum tempo, até que o governo brasileiro lhe concedesse um generoso salvo-conduto“.


Imagens de uma câmera de segurança mostram o ex-presidente Jair Bolsonaro entrando na Embaixada da Hungria, onde ficou entre os dias 12 e 14 de fevereiro de 2024, quatro dias após ser alvo de uma operação da PF (Polícia Federal).
Isso porque “a Hungria (como os Estados Unidos) não é signatária da Convenção de Havana de 1928, que regula o asilo diplomático“, explica o jornalista.
Mas se Bolsonaro “resolver ir para a embaixada da Argentina, a concessão do asilo é certa e o salvo-conduto não deverá demorar. O asilo diplomático é uma especiaria latino-americana e pode ser concedido ao cidadão que entra numa embaixada de país signatário da convenção e se declara perseguido político“, pontua Gaspari.











