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    Comissão da PEC 6×1 é instalada hoje na Câmara: redução da jornada sem perda salarial ganha força em ano eleitoral

    Instalação da comissão especial marca avanço de proposta que pode ampliar direitos dos trabalhadores e influenciar o debate político nacional

    Hugo Motta e Alencar Santana

    O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) / Foto: Marina Ramos/Camara dos Deputados | O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) presidirá a comissão especial da Câmara que analisa fim da escala 6×1 e garante aprovação da proposta até o final de maio com debate democrático entre representantes de todos os setores / Imagem grudiario.com

    BRASÍLIA (DF) · 29 de abril de 2026

    A Câmara dos Deputados instala nesta quarta-feira (29/abr) a comissão especial da PEC 6×1, que debaterá a redução da jornada de trabalho sem prejuízos salariais aos trabalhadores.

    A medida, anunciada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, avança em um momento de intensa discussão sobre redução da jornada de trabalho e ganha peso em ano eleitoral.

    O colegiado será presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) e terá como relator o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), conforme confirmou o próprio Hugo Motta em anúncio na terça-feira (28).

    A comissão analisará a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que propõe a redução gradual da carga horária semanal de 44 para 36 horas, com garantia de mais dias de descanso e manutenção integral dos salários.

    O tema não se resume a uma alteração técnica na CLT. Pesquisas independentes reforçam o potencial transformador da proposta.

    Estudo da economista Marilane Teixeira, do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp, indica que a passagem de 44 para 36 horas semanais poderia gerar até 4,5 milhões de novos empregos e elevar a produtividade em cerca de 4%.

    Nota técnica do Ipea, divulgada em fevereiro de 2026, compara os custos da medida a reajustes históricos do salário mínimo e conclui que não haveria impacto negativo relevante no emprego formal.

    Empresas que já testaram jornadas reduzidas registraram ganhos: levantamento da FGV mostrou que 72% das 19 companhias participantes aumentaram a receita.

    Sob a ótica deste portal, a escala 6×1 exaure o trabalhador brasileiro e limita o tempo dedicado à família, à saúde e à qualificação profissional — elementos essenciais para uma democracia mais robusta.

    Pesquisa e Inteligência de Dados, realizada em fevereiro de 2026 com 2.021 entrevistados, revela que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 desde que não haja redução salarial. O apoio chega a 82% entre jovens de 16 a 40 anos.

    Cientistas políticos, como Felipe Nunes (Quaest), já destacaram em entrevistas que o tema será “fundamental” para as eleições 2026, pois reflete o cansaço da população com jornadas exaustivas.

    A proposta também dialoga com projeto de lei enviado pelo governo federal em 15 de abril de 2026, que reduz o limite semanal para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado.

    O debate na comissão especial ouvirá trabalhadores, empresários, Judiciário e universidades, conforme prometeu Hugo Motta.

    Sob a ótica deste portal, a instalação da comissão reforça o compromisso do Congresso com pautas que colocam o bem-estar coletivo acima de resistências setoriais.

    A economia brasileira pode se beneficiar de uma força de trabalho mais descansada e produtiva, enquanto a democracia ganha fôlego ao responder diretamente às demandas populares.

    FAQ Rápido

    O que é exatamente a PEC 6×1?
    É a proposta que reduz a jornada semanal máxima de 44 para 36 horas, acaba com a escala 6×1 e garante que o salário não seja reduzido.

    Quando a comissão começa a funcionar?
    A instalação oficial ocorre nesta quarta-feira (29/abr), às 14h, na Câmara dos Deputados.

    Qual o impacto eleitoral esperado?
    Pesquisas mostram alto apoio popular; analistas apontam que a medida pode se tornar bandeira central nas eleições 2026, favorecendo quem defende direitos trabalhistas.



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