O Serviço Secreto dos EUA investigou um comediante do ‘SNL’ para saber se ele era uma ameaça à segurança nacional

O humor é uma arma poderosa, embora raramente mate, a não ser de rir. Mas, mesmo assim, fazer piadas pode fazer com que você seja investigado pelo Serviço Secreto, a agência americana encarregada da segurança do presidente dos Estados Unidos.
Foi o que aconteceu com o comediante John Mulaney, que no Saturday Night Live fez uma piada que lhe rendeu uma investigação sobre se ele era uma ameaça à segurança nacional e ao presidente Donald Trump.
A causa da investigação foi baseada nesse contexto em que Mulaney disse: “Outra coisa que aconteceu com Júlio César foi que ele era um maníaco tão poderoso que todos os senadores agarraram facas e o esfaquearam até a morte. Isso seria uma coisa interessante se trouxermos para a atualidade”. Foi o suficiente para o Serviço Secreto abrir uma investigação.
A investigação foi aberta em março passado e encerrada em dezembro, de acordo com a People.
Ele “fez declarações inadequadas sobre o presidente Trump” no episódio de 29 de fevereiro de 2020 do SNL, diz o relatório. O arquivo de investigação assegura que “nenhuma ameaça direta foi feita”, mas que “cidadãos preocupados” denunciaram Mulaney pela colocação. Obviamente, concluiu-se que Mulaney não era uma ameaça à segurança do presidente.
O comediante falou sobre o assunto no programa de Jimmy Kimmel. “Estou animado por haver um arquivo sobre mim? Absolutamente. Eu gostei disso na época? Não tanto”, disse o comediante.
“A pessoa que me investigou entendeu que a piada não tinha nada a ver com Donald Trump”, acrescentou Mulaney. Disse também que utilizou uma figura de linguagem: “Foi uma referência elíptica a ele. Eu não disse nada sobre ele … Eles foram muito gentis no questionamento”.
Com informações do 20 minutos.
