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Com ‘única estratégia’ de ‘bater em Lula’ para tentar ‘ficar em evidência’, Moro vai desaparecendo, diz jornalista

    Moro é um ‘fulano‘ que puxa o ‘bloco da desimportância‘ que ‘desponta para o anonimato‘, escreve Alvaro Costa e Silva, comparando-o com Bretas, Witzel e Temer

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    Após o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) ter seu nome novamente exposto à dúvida quanto à sua atuação como juiz federal da Lava Jato de Curitiba, desta vez como personagem principal do inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal), por suposta fraude em delação, o jornalista da ‘Folha de S. Paulo‘, Alvaro Costa e Silva, disse que o parlamentar é um “fulano” que “desponta para o anonimato“, com “desatinada velocidade, florescendo para a obscuridade“.

    O jornalista diz que Moro puxa uma “fila de outros fulanos” que foram “mais ou menos influentes na política“. E que “todos buscaram os 15 minutos de fama usando a superexposição nas redes. Depois perderam força sob o peso de seus atos“.

    Costa e Silva lembra que um dos fulanos que sumiram é “Marcelo Bretas, juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, conhecido pela atuação na Lava Jato“, que “foi afastado do cargo sob suspeita de conduta irregular“.

    Em sua luta para ficar em evidência e não se transformar no Marcelo Bretas de Curitiba, o senador Moro tem uma única estratégia: bater em Lula“.

    Segundo o jornalista, e conforme a opinião da grande maioria dos leitores de notícias políticas, “vai longe o tempo em que [Moro] era representado como o Super-Homem, inflado boneco gigante em frente ao Congresso“.

    O autor do texto de opinião também lembra do “fulano” Wilson Witzel – ex-governador do Rio de Janeiro, cassado após três anos de mandato, e do recordista de “impopularidade” Michel Temer, conhecido de textos progressistas como o golpista que assumiu a Presidência de Dilma Rousseff.

    Temer “conseguiu encolher sendo presidente da República. Agora quer se vender como conselheiro, mas é mais oco que o conselheiro Acácio (e sem a graça do personagem de Eça). Sua chance de voltar às manchetes está na reabertura, já solicitada, do longo processo sobre o esquema de corrupção no porto de Santos“, finaliza.

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