Com suspeição à vista, podendo anular processos de Lula tornando-o novamente elegível, ‘Moro 2022’ corre contra o tempo para reinventar o ‘Luladrão’

17/12/2019 Off Por Dino Barsa
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Sergio Moro faz manobras visíveis para tentar criar um novo enredo condenatório que atinja Lula, após futura suspeição do ex-juiz abolir as condenações do ex-presidente – por Dino Barsa


O habeas corpus, requisitando a suspeição do ex-juiz Sergio Moro seguida da anulação das ações penais contra Lula, não será analisado na última sessão de 2019 da segunda Turma do STF em 2019 que ocorrerá nesta terça (17). Foi ‘empurrado’ para 2020 para dar espaço ao teatro da justiça, que deve ressurgir com força nesta virada de ano.

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Bolsonaro também teme a volta do ex-presidente ao cenário eleitoral e o ataca como pode, ao seu estilo. Se não fossem as Fake News contadas sobre Lula, o capitão ainda seria um deputado, ou nem isso.

O xadrez do neoliberalismo é fácil de entender: desde a soltura do ex-presidente Lula, temem que seu carisma e sua voz, de entonação convicta, possam desagrupar os cegos militantes do rebanho do reino bolsonarista e enfraquecer a ideologia do golpe.

As revelações das conversas vazadas pelo The Intercept de Green Greenwald foram fundamentais para a o esvaziamento da convicção ‘morista’, o que culminou com a decisão do SFT sobre condenação em segunda instância.

Bolsonaro, sendo a tragédia que é, tende a sucumbir e minguar ainda mais no cenário político por suas seguidas quebras de decoro e, especialmente, com a iminente evolução das investigações do caso Marielle.




Deste modo, o desaparecimento do fantoche populista dos entreguistas deixaria o caminho livre para os progressistas se posicionarem como peões no jogo, formando um escudo em torno de sua majestade Lula.

Com Moro decidido a aceitar seu novo desafio de ocupar o Planalto, imposto pelo establishment brasileiro, os movimentos estratégicos do tabuleiro Brasil buscam encurralar o rei.

Com isso, a esquerda, e principalmente o PT, cresce perigosamente deixando a elite em pânico. Os ‘movimentos’ buscam reafirmar o ‘Luladrão’ no pensamento do gado e facilitar a reabilitação dos braços desgastados da direita.

E o show já começou: Lulinha é resgatado ao palco para ser espancado diante de espectadores que querem ver sangue. Sergio Cabral cai nas mãos da Polícia Federal de Sergio Moro e aceita fazer uma delação que pode atingir o ex-presidente.

E, não diferente do que sempre vimos, a Rede Globo já prepara sua principal especialidade: seus plantões previamente programados com jornalistas treinados prontos para serem soltos na arena.

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