Sob a terceira gestão do estadista, a proteína animal voltou a ganhar destaque, diz a organização ‘The Good Food Institute (GFI) Brasil‘, conforme publicou o ‘Valor Econômico‘ nesta segunda-feira (27)
Sob o governo da terceira gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), iniciado em 1 de janeiro de 2023, os brasileiros voltaram a comer mais a carne que ficou difícil de ser adquirida nos açougues durante a passagem, pelo Palácio do Planalto, do ex-presidente hoje declarado inelegível, Jair Bolsonaro (PL).
Durante aqueles quatro anos, publicações mostravam açougues doando ossos, como as reveladas pelo portal ‘g1‘, sob os títulos ‘Açougue tem fila para doação de ossos em Cuiabá para famílias carentes (17 de julho de 2021)‘ e ‘Antes do Natal, cresce a procura por doações de ossinhos e fila em açougue de MT dobra quarteirões (23 de dezembro de 2021)‘.
Mas agora, os ossos voltaram a ter outra destinação, pois a carne reassumiu seu lugar importante na dieta nacional.
Segundo uma pesquisa do ‘The Good Food Institute (GFI) Brasil‘ publicada pelo jornal do grupo ‘Globo‘, o ‘Valor Econômico‘, 56% dos entrevistados consumiram proteína bovina duas ou mais vezes por semana no último ano, o que representa um grande aumento em relação aos 47% dos anos com Bolsonaro.
‘plant-based‘
Outros 39% dos entrevistados relataram que consumiram proteínas vegetais ocasionalmente em 2023 e os frigoríficos estão atentos a essa diversidade nas preferências alimentares e vêm expandindo suas estratégias de marketing para incluir produtos ‘plant-based‘, diz o texto.
Camila Lupetti, especialista de dados do GFI, observa que “no Brasil, o consumo é guiado principalmente pelo preço e pelos benefícios à saúde, enquanto na Europa, o impacto ambiental tem maior peso nas escolhas“.
A pesquisa entrevistou mais de 2 mil brasileiros das classes A, B e C, e também encontrou suporte nos dados da ‘Euromonitor International‘ – fornecedora de inteligência de negócios, análise de mercado e insights de consumo.
Em 2023, a indústria de carne processada no Brasil cresceu 13,2%, e foi a R$ 11,44 bilhões e o mercado global cresceu 6,5%, chegando a US$ 201,22 bilhões. Neste período, o mercado de substitutos vegetais no Brasil aumentou 38,1%, para R$ 1,13 bilhão, e globalmente cresceu 10,2%, atingindo US$ 6,36 bilhões.
