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Com Hemobras, Brasil garante produção para 100% da demanda do SUS e conquista soberania, diz Lula

    Presidente inaugurou nova fábrica de medicamentos, a Hemo-8r, e disse que deixamos de gastar anualmente “cerca de 200 milhões de dólares com importações, além de gerar quase 3 mil empregos

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    Com a produção desta nova fábrica de medicamentos Hemo-8r, da Hemobras em Pernambuco, vamos garantir a produção para atender a 100% da demanda do SUS dos pacientes hemofílicos”, afirmou o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da SIlva (PT).

    Conquistamos soberania na produção do medicamento, deixando de gastar anualmente cerca de 200 milhões de dólares com importações, além de gerar quase 3 mil empregos na implantação das duas fábricas e mais 2 mil na operação”, continuou o estadista.

    Direito à saúde pública e geração de empregos de mãos dadas”.

    Veja abaixo e leia mais sobre o assunto, a seguir:



    O governo federal inaugurou a nova fábrica de medicamentos da ‘Hemobras‘ em Goiana, Pernambuco. A planta terá capacidade produtiva de 1,2 bilhão de unidades do Hemo-8r, usado no tratamento da ‘hemofilia A‘.

    O presidente Lula destacou que a fábrica faz parte da estratégia do governo de impulsionar a indústria da saúde no Brasil e tornar o país autossuficiente na produção de remédios.

    Lula destacou a falta de tratamento adequado para a hemofilia no Brasil durante um discurso em que homenageou os irmãos Betinho e Henfil, que faleceram devido a complicações da doença.

    O Ministério da Saúde prevê que uma nova fábrica, localizada no complexo da ‘Hemobras‘, estará plenamente operacional a partir de 2025, suprindo 100% da demanda do SUS (Sistema Único de Saúde) pelo medicamento.

    Com investimento aproximado de R$ 1,2 bilhão, a fábrica, desenvolvida com base em uma planta suíça e com colaboração de especialistas internacionais, tornará o Brasil autossuficiente na produção do medicamento e o habilitará a atender a demanda de outros países.

    A ministra Nísia Trindade ressaltou que a tecnologia dominada por poucos países será agora detida pelo Brasil, fortalecendo a soberania nacional.


    O Senador Humberto Costa (PT-PE), o Presidente Lula, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), e a primeira-dama do Brasil, Rosângela Lula Silva, posam para foto de Ricardo Stuckert

    Sobre a doença

    A hemofilia é uma desordem genética que afeta a coagulação do sangue, resultando em sangramentos prolongados. Existem dois tipos principais: A e B, causados pela deficiência do fator VIII e fator IX, respectivamente. Embora seja considerada uma doença rara, o Brasil possui uma significativa população de portadores. A hemofilia afeta principalmente homens, enquanto mulheres geralmente são portadoras assintomáticas. O diagnóstico pode ocorrer de forma espontânea em cerca de 30% dos casos. Para determinar o tipo de hemofilia, é essencial identificar o fator de coagulação afetado.

    A hemofilia é classificada como leve, moderada ou grave, com base nos níveis de fator VIII ou IX no plasma sanguíneo. Os sintomas variam de dificuldades em estancar o sangue a sangramentos internos e hematomas, dependendo da gravidade. Mesmo que a gravidade da hemofilia não mude ao longo da vida, a frequência e os tipos de sangramento podem variar. Um estilo de vida saudável pode impactar positivamente os sintomas. Os sintomas podem surgir na infância em casos graves, e na vida adulta em casos mais leves. Os membros da família com hemofilia geralmente possuem o mesmo nível de fator.

    Tratamentos

    Os tratamentos visam repor os fatores de coagulação deficientes. Na hemofilia A, usa-se concentrados de fator VIII, enquanto na hemofilia B, utiliza-se concentrados de fator IX. As reposições são feitas por meio de injeções nas veias, utilizando plasmas doados, derivados plasmáticos ou produtos recombinantes.

    Existem três modalidades de tratamento com aplicação de concentrados: demanda (após sangramento ativo), profilático (preventivo, especialmente para casos graves e antes de procedimentos invasivos) e preventivo (para prevenção de rotina, indicado principalmente para pacientes com Hemofilia A).

    O tratamento profilático deve ser iniciado antes dos três anos de idade, sempre que possível, especialmente se o paciente apresentou episódios de sangramento interno nas articulações ou músculos. O diagnóstico e o acompanhamento devem ser feitos por especialistas e médicos da área. Exames periódicos são necessários para acompanhar a evolução da doença e o uso de medicamentos.

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