O TSE concedeu ao ex-presidente 184 inserções para rebater acusações nos programas eleitorais do candidato à reeleição
Com a série de decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) concedendo direito de resposta à LULA (PT), o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) deverá perder quase metade das inserções na propaganda eleitoral de TV a que teria direito. O atual ocupante do Palácio do Planalto perdeu um total de 184, em decisões inéditas dos ministros Paulo de Tarso Sanseverino e Maria Claudia Bucchianeri.
A campanha de Bolsonaro estima que ele teria 400 inserções, mas com os direitos de respostas, ficaria com apenas 216. Mas ele terá direito a 14 inserções, “o mesmo número de propagandas veiculadas pelo PT com conteúdo vedado, de 30 segundos cada na TV durante o tempo destinado a LULA“, explica Mariana Muniz, no jornal O Globo. A jornalista diz que, “no caso, Bolsonaro poderá rebater peças divulgadas pelos petistas que o associavam ao canibalismo.
As decisões
Na decisão favorável a LULA, o ministro Sanseverino afirmou que uma propaganda em que o adversário usou os termos “ladrão” e “corrupto”, suspensas pelo TSE, a campanha de Bolsonaro atribuía “abusivamente” esses termos, violando o princípio de presunção de inocência e se caracterizando como ofensa.
O magistrado determinou que a campanha do presidente Jair Bolsonaro à reeleição deverá veicular 20 inserções de propaganda no rádio e na TV, de 30 segundos cada.
Ao mesmo tempo, a ministra Maria Claudia Bucchianeri aprovou seis pedidos de resposta feitos pela campanha de LULA, que servirão para rebater acusações de ser “ladrão” e “corrupto“, além de rebater mentiras de que o ex-presidente estaria envolvido com o crime. Neste caso, a campanha de Bolsonaro deverá veicular direito a resposta em 164 inserções na TV.
