Claudia Trindade assessora especial de Diversidade e Inclusão da AGU e tem prestígio junto ao Partido dos Trabalhadores e ao Grupo de Advogados ‘Prerrogativas’, próximo a Lula
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode nomear uma mulher negra como ministra da AGU (Advocacia Geral da União), em uma nova configuração após divulgação do favoritismo do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), para o STF (Supremo Tribunal Federal), no lugar da ministra Rosa Weber, que atinge idade de 75 anos no dia 2 de outubro e é contemplada com a aposentadoria compulsória.
O estadista estuda a possibilidade de deslocar Ricardo Capelli para a Segurança Pública, em um novo ministério a ser criado, originado da divisão da pasta da Justiça, que terá Jorge Messias em substituição à vaga deixada pelo provável novo ministro da Suprema Corte.
O interventor do Distrito Federal ficou bem conceituado após os ataque de 8 de janeiro.
Já na vaga deixada pelo quase certo novo ministro da Justiça, cogita-se o nome de Claudia Trindade, que atualmente é a assessora especial de Diversidade e Inclusão da AGU, pois é uma mulher negra de prestígio junto ao Partido dos Trabalhadores e ao Grupo de Advogados ‘Prerrogativas’, próximo a Lula, informa Vera Magalhães, no ‘Globo‘.
PGR
Para a PGR (Procuradoria-Geral da União), Paulo Gonet, um protegido do ministro do STF Gilmar Mendes “pode encontrar uma avenida para crescer, apostam os observadores“, como escreveu a jornalista. O jurista, professor e procurador do Ministério Público Federal desde 1987, é o atual subprocurador-geral da República além de vice-procurador-geral.
O nome que era ventilado, o do subprocurador-Geral da República Antonio Carlos Bigonha, teria gerado em Lula “mais dúvidas do que antes” de um encontro promovido por interlocutores do presidente, que faziam pressão pela escolha.
“Como os lobbies e os interesses são vários, assim como também é crescente a pressão de grupos progressistas que não desistiram ainda de ver uma mulher no STF, nenhum desses cenários é definitivo“, lembra Magalhães.
“Lula tem demonstrado mais lentidão para decisões sobre nomeações e trocas de ministros que nos dois primeiros mandatos. Tem ouvido mais e indicado menos o que pretende de fato fazer“, observou a jornalista.
