Cid recebeu mensagens golpistas de aliados do candidato derrotado na eleição presidencial de 2022 e há temor de que novas conversas amplifiquem o desgaste, paralelamente ao processo que pode culminar na inelegibilidade do ex-presidente
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixa sua casa após operação da Polícia Federal, em 3 de maio | Imagem de Adriano Machado/Reuters
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) temem os efeitos negativos da devassa em mensagens do ex-ajudante de ordens do Planalto, o tenente-coronel Mauro Cid, e avaliam que ela tende a aprofundar o desgaste político do ex-mandatário, diz matéria na ‘Folha de S. Paulo‘.
Interlocutores de Bolsonaro questionam reservadamente a amplitude das quebras de sigilo e se queixam do acesso que investigadores tiveram às conversas e avaliam a possibilidade de que novas mensagens venham a público podendo criar novos constrangimentos e ampliar a crise.
Cid recebeu mensagens golpistas de pessoas próximas do ex-presidente e aliados temem que surjam novas conversas sobre o tema, amplificando o processo de desgaste sobre Bolsonaro, ao mesmo tempo em que ele enfrenta processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que pode culminar na sua inelegibilidade.
A avaliação é que a chance de qualquer decisão do presidente da Corte, Alexandre de Moraes, contra Bolsonaro ser anulada é praticamente zero, pois o ministro conta com respaldo dos colegas e já teve vários despachos referendados pelos outros magistrados.
As ações golpistas de 8 de janeiro foram fundamentais para que Moraes mantivesse amplo apoio dentro da corte. Apesar das insatisfações em relação à atuação dele, a invasão às sedes dos três Poderes reforçou a necessidade de manter o ministro protegido e avalizado pelos demais magistrados.
