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Com 90% das urnas apuradas, Noboa obtém 55,95% contra 44,05% de Luisa González e se reelege no Equador

    Correísmo sofreu sua terceira derrota consecutiva em eleições presidenciais – SAIBA MAIS

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    QUITO, EQUADOR, 13 de abril de 2025

    Neste domingo (13/abr), o Equador definiu seu futuro político ao reeleger Daniel Noboa como presidente da República para o período de 2025-2029, em uma disputa acirrada contra Luisa González, candidata da Revolução Cidadã (RC).

    Com mais de 90% das atas escrutadas, Noboa consolidou uma vitória contundente, alcançando 55,95% dos votos contra 44,05% de González, conforme dados oficiais do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

    A eleição, marcada por alta participação cidadã (83,76%), reflete a escolha por um projeto que Noboa descreveu como “um caminho de progresso, sem corrupção e de luta contra as mafias”.

    O segundo turno das eleições presidenciais de 2025 foi um embate entre duas visões opostas para o Equador.

    Noboa, representando a Ação Democrática Nacional (ADN), enfrentou González, apoiada pelo ex-presidente Rafael Correa (2007-2017).

    A campanha foi intensa, com Noboa reforçando sua agenda em segurança, educação e economia, enquanto González buscava recuperar o espaço político do correísmo, que sofreu sua terceira derrota consecutiva em eleições presidenciais.

    Durante o processo eleitoral, Noboa percorreu o país, enfatizando a necessidade de continuidade de suas políticas. Em um evento em Cuenca, ele afirmou: “Contamos com vocês para levar o Equador para frente”.

    Sua estratégia incluiu visitas a áreas rurais e urbanas, além de ajustes no gabinete para fortalecer sua imagem de gestão eficiente.

    Os resultados oficiais confirmaram a liderança de Noboa em 19 das 24 províncias equatorianas, incluindo vitórias expressivas em Guayas, Pichincha e Azuay.

    González venceu em apenas cinco províncias, como Esmeraldas e Manabí. A presidente do CNE, Diana Atamaint, declarou: “Matematicamente, a tendência é irreversível, com mais de 90% das atas escrutadas [sondadas]”.

    Noboa celebrou a vitória ao lado de sua esposa, Lavinia Valbonesi, e sua mãe, Annabella Azín, agradecendo o apoio popular: “Esta vitória é histórica, de mais de 10 pontos, de mais de um milhão de votos. Não há dúvida de quem é o ganhador”.

    Ele destacou o papel das bases jovens e dos idosos, que, segundo ele, “saíram às urnas com patriotismo nunca visto”.

    Por outro lado, González reconheceu a derrota, mas manteve o tom combativo, afirmando que continuará lutando pelos ideais do correísmo.

    Simpatizantes da Revolução Cidadã aguardaram um pronunciamento oficial em Quito, mas a tendência irreversível desanimou as celebrações.

    Noboa discursa após confirmação de sua vitória sobre Luisa González 13.04.2025 | imagem reprodução

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    A vitória de Noboa fortalece sua posição como líder de uma nova geração política no Equador, rompendo com a polarização histórica entre correísmo e anticorreísmo.

    O resultado consolida a ADN como uma força dominante, com 43,52% dos votos para a Assembleia Nacional, contra 41,15% da RC.

    O ex-presidente Guillermo Lasso foi um dos primeiros a parabenizar Noboa, destacando que “os equatorianos fortaleceram a democracia com seu voto”.

    Noboa prometeu avançar com reformas estruturais, incluindo uma Assembleia Constituinte com sede em Riobamba para revisar a Constituição de 2008.

    Ele justificou a escolha da cidade por seu “valor histórico”, onde foi redigida a primeira Constituição equatoriana em 1830.

    Com a reeleição, Noboa enfrenta o desafio de cumprir promessas ambiciosas, como combater o narcotráfico, que representa 26% do PIB equatoriano, segundo suas próprias estimativas.

    Além disso, ele planeja investir em educação, com a construção de 30 mil residências universitárias públicas, e na economia, com incentivos fiscais para empresas que gerem empregos juvenis.

    A vitória de Noboa sinaliza um desejo de renovação entre os equatorianos, mas também traz a responsabilidade de unir um país dividido.

    Como ele próprio afirmou: “O Equador está mudando e escolheu um novo caminho”.

    . O sucesso de seu mandato dependerá de sua capacidade de transformar esse discurso em ações concretas.

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