André Roncaglia foi “didático” ao afirmar que o estadista trouxe o tema “de volta para o centro das atenções” e irritou “um único país. Os outros “não rejeitaram” sua opinião e apenas não o apoiaram porque a diriam “de maneira diferente” – ASSISTA
De acordo com o jornalista autobiografado no ‘X’ como “abolicionista”, Chico Pinheiro, “nosso caríssimo professor André Roncaglia“, professor de Economia da Unifesp, deu “uma curta e valiosa aula a colegas jornalistas distraídos da notícia, iludidos na inútil discussão sobre a fala” do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por ocasião de sua passagem pelo Sahel, o estadista criticou duramente as ações de Israel contra o povo palestino, que estão “estão sendo massacrados aos olhos de todos” em Gaza, que “virou a Cracolândia do mundo“, conforme escreveu o profissional de imprensa, na plataforma social.
Roncaglia, que é descendente de judeus sefarditas, esteve presente, nesta quinta-feira (22/2), no ‘Flow News‘, onde afirmou a Rafael Colombo que “a fala do presidente Lula foi no ponto” e que não entendeu que o chefe do Executivo brasileiro tenha feito “uma agressão aos judeus.
“Ao contrário, tudo o que ele foi dizer: ‘Existe um Estado que está massacrando um povo e isso já ocorreu em outras etapas'”, acrescenta o professor de Economia.
“Ele leva ao entendimento da contradição e do paradoxo que é o Estado que foi criado exatamente por uma perseguição exclusivista. Não apenas os judeus, mas os ciganos, os negros, homossexuais...”, prossegue o colunista da ‘Folha‘ sobre a fala de Lula na África.
“Da Alemanha nazista, ele fala: ‘Se vocês já sofreram isso e vocês criaram esse estado para fugir disso, evitem o drama de causar isso aos outros, de causar isso a um povo que já estava ali“, explica Roncaglia.
“O curioso da fala do Lula e, novamente, ele poderia ter dito isso de forma diferente, poderia, mas não teria gerado o resultado que gerou reação externa, foi, essencialmente, motivar os países a relembrar que esse conflito ainda existe, porque ele já estava entrando naquela condução morna da imprensa”, diz.
“E Lula traz isso de volta para o centro das atenções. Irrita um único país, porque todos os outros, obviamente, nem todos se aliaram porque, possivelmente, diriam de maneira diferente. Mas não rejeitaram. E continuaram apoiando as medidas“, explica o colunista.
“O curioso é que, de alguma maneira, as pessoas acharam que era muito mais importante a fraseologia do que a morte de milhares de crianças“, concluiu.
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