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Colombianos fazem retrospectiva 2025 e comemoram entrada no Banco dos BRICS em junho

    Adesão revela estratégia para revolucionar infraestrutura e energia desbloqueando bilhões em financiamento; perfis exaltam Gustavo Petro


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    Em 16 de maio de 2025, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, esteve com Dilma Rousseff no Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS, em Xangai, na Xina, ocasião em que participou do Fórum China-CELAC e também formalizou a solicitação de adesão, entregando uma carta de aplicação / Imagens reprodução

    Bogotá (CO) · segunda-feira, 29 de dezembro 2025

    A Colômbia deu um passo significativo no cenário financeiro global ao formalizar sua adesão ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), a instituição multilateral ligada ao bloco BRICS – formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

    Essa iniciativa, liderada pelo presidente Gustavo Petro, posiciona o país como membro prestatário, permitindo acesso a linhas de crédito competitivas para projetos de longo prazo, sem depender exclusivamente de entidades tradicionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou o Banco Mundial.

    O processo começou em 19 de maio, durante a visita oficial de Petro à China, onde ele se reuniu com a presidente do NDB, Dilma Rousseff, em Xangai, e apresentou a solicitação formal.

    Na ocasião, foi assinada uma carta de intenção pelo ministro da Fazenda, Germán Ávila, expressando o desejo de integrar o banco como nação prestatária.

    Em 19 de junho, a chanceler Laura Sarabia confirmou a aceitação da Colômbia, destacando que a medida “trascende lo financiero y amplía nuestro horizonte”, conforme publicado em sua conta no X.

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    Essa adesão não implica membership plena no bloco BRICS, mas concede direitos a financiamentos em condições favoráveis, com foco em desafios como o cambio climático e crises econômicas.

    O compromisso financeiro assumido pela Colômbia envolve a subscrição de 5.125 ações do capital autorizado do NDB, totalizando US$512,5 milhões – equivalente a cerca de 2,1 trilhões de pesos colombianos.

    Deste montante, US$102,5 milhões devem ser desembolsados nos seis meses seguintes à assinatura do acordo, enquanto US$410 milhões funcionam como capital exigible, atuando como garantia contingente.

    Esses detalhes, exclusivos do El Colombiano, enfatizam que o aporte representa uma investimento em copropriedade, similar ao modelo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com um cupo global de empréstimos de até US$30 bilhões para projetos viáveis técnica, ambiental e financeiramente.

    Em 25 de novembro, o Ministério da Fazenda colombiano radicou um projeto de lei no Congresso Nacional do país para ratificar o tratado internacional, ampliando as possibilidades de intervenção estatal em áreas como conectividade, programas sociais e agricultura sustentável.

    O ministro Ávila afirmou que isso “amplia o espaço de trabalho do Estado e suas possibilidades de intervenção financeira”.

    Já neste mês, a formalização foi anunciada, com Rousseff saudando a entrada como um avanço estratégico que aproxima a Colômbia de decisões de grande escala e pavimenta o caminho para cooperações mais amplas, incluindo debates sobre uma eventual adesão ao BRICS.

    Essa perspectiva, destacada exclusivamente pela TV BRICS, reflete o interesse em uma ordem econômica multipolar. No contexto das discussões no X, o usuário @Sen_Ya_Sen descreveu a adesão como um “passo estratégico” para diversificar o financiamento fora do eixo FMI-Banco Mundial, com potencial para consolidar projetos e atrair convites formais ao bloco.

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    Críticas em respostas apontam riscos de dependência, mas o governo colombiano defende a medida como um ganho de soberania, permitindo negociações mais equilibradas.

    Com o NDB, fundado em 2014 para apoiar economias emergentes, a Colômbia ganha uma ferramenta para impulsionar sua transição energética e inovação produtiva, fortalecendo sua posição na América Latina em meio a tensões globais, como as tarifas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos.

    NBD/BRICS

    O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também conhecido como Banco dos BRICS, é uma instituição multilateral fundada em 2015 pelos países originais do bloco BRICS para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em economias emergentes e em desenvolvimento.

    Membros Fundadores (2015)

    ♦ Brasil
    ♦ Rússia
    ♦ Índia
    ♦ China
    ♦ África do Sul

    Esses cinco países detêm participação igualitária e mantêm pelo menos 55% do capital votante, conforme o acordo de fundação.

    Membros Adicionais (até dezembro de 2025)

    O NDB expandiu gradualmente sua membership, com adesões aprovadas em etapas:

    ♦ Bangladesh (2021)
    ♦ Emirados Árabes Unidos (2021)
    ♦ Egito (2023)
    ♦ Argélia (maio de 2025)
    ♦ Colômbia (julho de 2025)
    ♦ Uzbequistão (julho de 2025)

    Total Atual

    Isso resulta em 11 membros plenos em dezembro de 2025.

    Uruguai é citado como membro aprovado em 2021, mas ele não é consistentemente listado nas atualizações mais recentes, como anúncios oficiais de 2025, sugerindo que a adesão pode não ter sido finalizada ou ratificada plenamente.

    O NDB continua aberto a novos membros (qualquer país da ONU), com foco em diversificar o apoio ao Sul Global, sem condicionalidades políticas, diferentemente de instituições como o Banco Mundial ou FMI.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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