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Colômbia autoriza candidatura representada por IA nas eleições legislativas: Gaitana desafia Congresso

    Figura digital de pele azul promete decisões coletivas via plataforma online e surge como marco inédito da democracia participativa

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    A Inteligência Artificial
    A Inteligência Artificial “Gaitana” se define como “ambientalista” e “ativista dos direitos dos animais” | Foto: reprodução/@gaitana_ia/Instagram

    RESUMO
     
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO
     


    Bogotá (CO) · 20 de fevereiro de 2026

    A Registraduría Nacional del Estado Civil – instituição pública da Colômbia responsável por registrar a vida civil, identificar os cidadãos (emissão de cédulas/documentos) e organizar os processos eleitorais – validou a inscrição de uma candidatura impulsionada por inteligência artificial para as eleições legislativas marcadas para 8 de março de 2026.

    Trata-se de Gaitana, avatar virtual que concorrerá às circunscrições especiais indígenas no Senado e na Câmara de Representantes, aparecendo na cédula eleitoral simplesmente como “IA”.

    Segundo reportagem exclusiva publicada nesta sexta-feira (20/fev) pelo El País, a postulação segue modelo híbrido: embora a inteligência artificial conduza toda a campanha e as futuras decisões legislativas, o registro formal recai sobre dois cidadãos de origem indígena.

    O engenheiro mecatrônico Carlos Redondo Rincón, de 40 anos, integrante do povo Zenú do resguardo Reparo-Torrente, concorre ao Senado.

    O povo Zenú (ou Sinú) do resguardo Reparo-Torrente faz parte de uma comunidade indígena ancestral, especificamente na região dos departamentos de Córdoba e Sucre. Eles fazem parte da grande família Zenú, que é um dos povos indígenas mais numerosos da Colômbia, conhecidos por sua história de resistência e, notavelmente, pela arte de tecer a caña flecha (fibra natural usada para fazer o famoso chapéu vueltiao). 

    A antropóloga e socióloga Alba Rincón, da etnia embera katío – grupo indígena de raízes na região do Pacífico (Colômbia e Panamá), que habita principalmente as margens dos rios Sinú, San Jorge e no alto Andágueda (Córdoba/Antioquia), disputa vaga na Câmara.

    Ambos atuarão como “porta-vozes” da plataforma, mas não poderão tomar qualquer decisão sem consulta prévia à comunidade digital.

    A iniciativa, batizada em homenagem à legendária cacica Gaitana – líder indígena do século XVI que resistiu à conquista espanhola –, nasceu do esforço coletivo de jovens de diversas etnias colombianas apaixonados por tecnologia.

    Como detalhado pelo Enter.co em 14 de fevereiro, Gaitana opera por meio do site gaitanaia.org, onde mais de 10 mil usuários cadastrados com cédula debatem propostas em tempo real.

    Todas as interações são auditáveis por blockchain, garantindo transparência total. Blockchain, ou cadeia de blocos, é um registro digital descentralizado, imutável e distribuído, que armazena transações de forma cronológica e segura através de criptografia.

    Se eleita, a “congressista” virtual – que se apresenta como ambientalista e defensora dos direitos animais – submeterá cada projeto de lei a votações virtuais. “Estou aqui para devolver o poder de decisão à comunidade. Meu propósito é traduzir a vontade organizada das comunidades em mandatos políticos verificáveis. A política deve ser um espaço onde se escute a todos e creio firmemente que a democracia digital participativa pode lograr isso”, afirma Gaitana.

    Carlos Redondo Rincón reforça o conceito em entrevista: “Nós vamos estar duas pessoas sentadas no Congresso, mas não podemos tomar decisões por fora da plataforma. Cada decisão importante que se vá tomar em Gaitana, a ferramenta consulta toda a sua comunidade”.

    O portal El Cronista destaca que a proposta inicialmente enfrentou resistência do Consejo Nacional Electoral, mas foi aprovada na forma híbrida, preservando a constitucionalidade ao manter humanos como titulares formais.

    Gaitana já acumula engajamento expressivo nas redes. Detalhes adicionais sobre adesão indígena devem ser divulgados nos próximos dias.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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