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Moraes dá 5 dias para Collor explicar falha em tornozeleira eletrônica sob risco de enviá-lo para a penitenciária

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    Fernando Collor
    Fernando Collor de Mello / Foto: Jefferson Rudy / Agência Brasil | Alexandre de Moraes / Foto:Antonio Augusto STF


    Ex-presidente está em domiciliar humanitária e foi notificado pelo STF após dispositivo de monitoramento permanecer desligado por 36 horas em Alagoas



    Brasília, 17 de outubro 2025

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acendeu um sinal de alerta máximo para a defesa do ex-presidente Fernando Affonso Collor de Mello.

    Nesta sexta-feira (17/out), Moraes determinou um prazo de apenas cinco dias para que os advogados de Collor apresentem explicações convincentes sobre o descumprimento do uso da tornozeleira eletrônica, sob a clara ameaça de revogação da prisão domiciliar e “decretação da prisão” em regime fechado.

    A notificação do ministro surge após a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas informar o STF que o equipamento de monitoramento permaneceu desligado, por falta de carga na bateria, por um período de cerca de 36 horas, entre os dias 2 e 3 de maio.

    É crucial notar que este incidente ocorreu logo no início do cumprimento da pena em casa.

    Condição de saúde e o risco de retorno ao regime fechado

    Fernando Collor, condenado pelo STF a oito anos e dez meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema da BR Distribuidora, teve a prisão domiciliar humanitária concedida em 1º de maio deste ano.

    A decisão de Moraes levou em conta a idade do ex-presidente (75 anos à época) e a comprovação de comorbidades graves, como Doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.

    O uso da tornozeleira eletrônica e o cumprimento rigoroso de todas as medidas cautelares impostas são condições inegociáveis para a manutenção do regime domiciliar.

    O desligamento do dispositivo por mais de um dia configura uma grave violação dessas condições, justificando a determinação enfática de Moraes para que a defesa de Collor preste esclarecimentos.

    Demora na comunicação:
    STF cobra explicações de Alagoas

    Um ponto que chamou atenção do Ministro Moraes e gerou repercussão na imprensa foi a demora na comunicação do incidente.

    O STF só foi notificado sobre a falha no monitoramento – ocorrida em maio – cerca de cinco meses depois.

    Por conta disso, Moraes determinou um prazo de 48 horas para que o Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas de Alagoas explique a razão de o Supremo só ter sido informado sobre a violação do monitoramento com um atraso tão significativo.

    A situação coloca em xeque a continuidade da prisão domiciliar do ex-presidente e reforça a postura rigorosa do STF no monitoramento de réus em regime semiaberto ou domiciliar.



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