📷 O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera isoladamente em todos os cenários da pesquisa CNT/MDA, com alto potencial de voto combinado e com menor rejeição frente ao principal adversário |•| Arte URBS MAGNA
| Brasília (DF)
12 de agosto de 2026
Pesquisa CNT/MDA divulgada na terça-feira (11/ago) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42,4% das intenções de voto no primeiro turno, à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 28,7%.
A diferença de 13,7 pontos percentuais mantém o petista na liderança a 53 dias do pleito de 4 de outubro.
Estabilidade na polarização mostra que a diferença do primeiro para o segundo colocado no segundo turno diminuiu, limitando o espaço da chamada terceira via, com impacto direto na consolidação democrática do processo eleitoral.
O levantamento, realizado pelo Instituto MDA a pedido da Confederação Nacional do Transporte (CNT), ouviu 2.002 pessoas em entrevistas presenciais entre 5 e 9 de agosto, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e confiança de 95%.
O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-06935/2026. Trata-se da 169ª rodada da série.
No cenário estimulado de primeiro turno, os demais nomes ficam longe: Ronaldo Caiado (PSD) com 4,0%, Romeu Zema (Novo) com 3,3%, Renan Santos (Missão) com 2,8%, Samara Martins (UP) com 1,6%, Augusto Cury (Avante) com 1,2% e Rui Costa Pimenta (PCO) com 0,9%.
Outros somam 0,9%, brancos e nulos 6,8% e indecisos 7,2%.
Os números oscilaram dentro da margem em relação à pesquisa de junho.
Na pesquisa espontânea, Lula marca 35,3% e Flávio Bolsonaro 22,4%, com 30,7% de indecisos.
No segundo turno simulado, o presidente vence o senador por 48% a 39,1% (brancos/nulos 10,6%, indecisos 2,3%).
A diferença caiu de cerca de 12 pontos em junho para 8,9 pontos agora.
O petista também supera os demais: 49,1% a 34,9% contra Zema, 47,9% a 35,9% contra Caiado, 48,5% a 33% contra Renan Santos e 48,6% a 32,4% contra Augusto Cury.
A rejeição de Flávio Bolsonaro chega a 54,5% (“não votaria de jeito nenhum”), enquanto a de Lula fica em 46,2%.
O potencial de voto do presidente alcança 52,6%.
Na avaliação do governo, 35,3% consideram ótimo ou bom e 36,2% ruim ou péssimo, com 27% regular.
A aprovação pessoal do presidente fica em empate técnico: 47,3% aprovam e 48,2% desaprovam.
A estabilização dos percentuais, mesmo com a redução da vantagem no segundo turno, indica que o eleitorado mantém preferências claras, o que fortalece a previsibilidade democrática. Candidatos da terceira via seguem sem tração relevante, conforme também apontam levantamentos paralelos recentes.
A pesquisa ainda mostrou que metade dos entrevistados defende proibir propaganda eleitoral criada com inteligência artificial.
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