Trabalho é feito com o auxílio de um delegado da Polícia Federal e analisa a destinação das verbas, bloqueios de bens e entra em aspectos que podem resultar em crimes
“A inspeção [correição extraordinária] que está sendo feita pelo CNJ [Corregedoria Nacional de Justiça] desde junho passado na 13ª Vara Criminal de Curitiba, o ex-quartel-general de Sergio Moro, vem esquadrinhando com lupa 30 decisões tanto dos juízes da Justiça Federal como dos desembargadores do TRF-4 que votaram em casos da Lava-Jato“, escreve em sua coluna no ‘Globo‘ o jornalista Lauro Jardim.
Segundo seu texto no jornal, “são as sentenças que sofreram representações no CNJ de parlamentares, de entidades e etc“.
“O trabalho, feito com o auxílio de um delegado da PF [Polícia Federal], analisa a destinação das verbas, os bloqueios de bens e entra em aspectos que podem resultar em crimes como peculato, desvios e prevaricação“, finaliza a publicação.
Em abril de 2023, a Portaria n.32/2023, assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, determinou a realização de correição extraordinária onde Sergio Moro (União Brasil) atuou como juiz federal. O parlamentar pode também virar ex-senador por decisão do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná, devido a irregularidades na campanha em 2022.
Os trabalhos se iniciaram na 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR e nos gabinetes integrantes da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) devido a, entre outros motivos, diversas reclamações disciplinares, “apontando a necessidade de fiscalização e apuração de fatos relacionados à conduta de magistrados e de desembargadores vinculados ao tribunal“, conforme transcrição do portal ‘CNJ.JUS‘.
A correição é conduzida sob segredo de Justiça.
