Clientes do Ponto Frio são obrigados a pagar R$131 a mais por ano.

12/05/2013 1 Por Redação Urbs Magna

         Pontofrio

Engana-se quem pensa estar fazendo um bom negócio na hora de pagar em várias vezes sem juros como anunciam muitas lojas, principalmente as de eletrodomésticos. Atraídos pela bela propaganda nas mídias de todo o país, muitos consumidores caem na armadilha criada por “economistas” da empresa que contam com “ciladas” para aumentar os lucros do patrão. A começar pelo vendedor que tenta “empurrar” a garantia extendida que pode ser de um ou de dois anos a mais de cobertura assistida para eventuais danos técnicos ao objeto da compra, o que pode não ser um mau negócio dependendo do que se está comprando.

          Para exemplificar vamos, ao mesmo tempo, relatar o que ocorre na rede de lojas Ponto Frio, o que imagino ser um caso gravíssimo de abuso através da prática da tão famosa venda casada,  o que deveria ser denunciado ao Procom. Cremos que uma grande parcela da população com renda “insuficiente” é atraída pela forma de pagamento extensiva anunciada pela grande maioria das empresas uma vez que, previamente, as pessoas se encantam com a possibilidade de possuir aquele tão almejado objeto de consumo dos seus sonhos.

          Bem, estivemos na referida loja e verificamos que existe uma anuidade no valor de  R$72,00 para a manutenção do cartão de relacionamento do cliente com o Ponto Frio. (Lembrem-se da voz clara e em bom som da vendedora dizendo: – Vamos fazer um Cartão da Loja?!) E ainda que a quantia seja dividida em parcelas adicionais à dívida mensal, o que dá R$7,20 no caso do pagamento em 10 vezes, o fato é que o consumidor continua pagando 72 por ano, mesmo tendo quitado a prestação do bem adquirido. Isto quer dizer que se 100 consumidores fizerem os cartões, quitarem suas dívidas com a empresa e se esquecerem de cancelar o cartão terão juntos que pagar ao Ponto Frio o valor de R$7.200,00 por ano. Uau, isto sim é lucro!

          Além disso, ainda há o que consideramos o cúmulo do absurdo. O consumidor que chega ao balcão do crediário satisfeito com a compra do objeto tão querido ainda nem sabe sobre a anuidade do cartão tampouco quanto isso vai custar. Ele nem imagina que será obrigado a fazer um seguro desemprego. Isso mesmo! O camarada não pode optar. Tem que fazer o que o Ponto Frio quer. A auxiliar administrativa da loja anunciará o “golpe” de uma forma rápida, sutil e decisiva. E caso seja questionada sobre a possibilidade de optar receberá uma resposta ainda mais eficiente: “Não”. E lá será cobrado um mínimo de R$59,90 por este seguro para compras  até o valor de R$1200,00 (ou algo parecido, temos que ler algum contrato). É claro que o seguro pode salvar algum consumidor desavisado da forca financeira em caso de uma eventual perda de seu emprego. Neste caso a empresa “contratada” cancelará todos os débitos da compra relativa ao produto e ao nome do segurado.

          Ainda assim, caracteriza-se, pelo não direito de opção, o abuso que excede em prática diante de um encantamento do consumidor que se torna facilmente manipulável em situações onde seus sonhos estão em jogo, especialmente quando temperados por alguma data comemorativa.

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𝘊𝘰𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘤𝘰𝘮 𝘴𝘦𝘶 𝘍𝘢𝘤𝘦𝘣𝘰𝘰𝘬 𝘰𝘶 𝘶𝘵𝘪𝘭𝘪𝘻𝘦 𝘢 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘢 𝘴𝘦çã𝘰 𝘮𝘢𝘯𝘵𝘪𝘥𝘢 𝘢𝘣𝘢𝘪𝘹𝘰. 𝘖𝘴 𝘤𝘰𝘮𝘦𝘯𝘵á𝘳𝘪𝘰𝘴 𝘴ã𝘰 𝘥𝘦 𝘳𝘦𝘴𝘱𝘰𝘯𝘴𝘢𝘣𝘪𝘭𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘥𝘦 𝘲𝘶𝘦𝘮 𝘰𝘴 𝘱𝘶𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘦 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘮 𝘯ã𝘰 𝘳𝘦𝘧𝘭𝘦𝘵𝘪𝘳 𝘢 𝘰𝘱𝘪𝘯𝘪ã𝘰 𝘥𝘰 𝘴𝘪𝘵𝘦. 𝘛𝘦𝘹𝘵𝘰𝘴 𝘷𝘶𝘭𝘨𝘢𝘳𝘦𝘴 𝘦 𝘥𝘪𝘴𝘤𝘶𝘳𝘴𝘰𝘴 𝘥𝘦 ó𝘥𝘪𝘰 𝘴ã𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘯𝘦𝘤𝘦𝘴𝘴á𝘳𝘪𝘰𝘴 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘢 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘵𝘳𝘶çã𝘰 𝘥𝘦 𝘶𝘮𝘢 𝘴𝘰𝘤𝘪𝘦𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘤𝘪𝘷𝘪𝘭𝘪𝘻𝘢𝘥𝘢. 𝘕𝘦𝘴𝘵𝘦𝘴 𝘤𝘢𝘴𝘰𝘴, 𝘳𝘦𝘴𝘦𝘳𝘷𝘢𝘮𝘰-𝘯𝘰𝘴 𝘰 𝘥𝘪𝘳𝘦𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘣𝘢𝘯𝘪𝘳 𝘴𝘦𝘶𝘴 𝘱𝘦𝘳𝘧𝘪𝘴.