Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Cláudio Castro pode ser cassado por suposta ‘rachadinha’ e Rio teria o sexto governador preso

    O Rio de Janeiro teve cinco governadores presos e pode ter um sexto cassado por crime eleitoral. Se a ameaça se confirmar, não será por falta de aviso

    Na quarta-feira (14/12), o MPE-RJ (Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro) pediu a revogação do diploma de Cláudio Castro (PL) acusando-o de abuso de poder político e econômico no escândalo dos cargos secretos, revelado pelo portal de notícias UOL, que noticiou a contratação de 18 mil pessoas sem registro no Diário Oficial e com pagamentos feitos na boca do caixa. Mais tarde, funcionários contaram à TV Globo que eram obrigados a devolver parte dos salários a quem os nomeou. O esquema é conhecido como ‘rachadinha’.

    Castro reclamou da imprensa e se irritou ao ser questionado sobre as irregularidades, durante uma sabatina no Globo, apesar da ação da Procuradoria contar outra história.: “Não falemos de cargos secretos, porque não é verdade. Está informando a população de forma errada”, disse o governador do Rio de Janeiro, contra as afirmações dos investigadores, que dizem que ele se utilizou “dos cofres públicos para fomentar sua campanha à reeleição”, atendendo “interesses pessoais escusos” e comprometendo “a legitimidade e a lisura do processo eleitoral”.

    O esquema foi feito no Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro), órgão criado para recrutar e capacitar servidores públicos, mas que a partir de um decreto de Castro, virou cabide de empregos e passou a financiar programas usados na campanha se desviando, segundo os procuradores, “drasticamente da sua função institucional”, num “alargamento desmedido”, com milhares de contratados que se tornaram “cabos eleitorais disfarçados de servidores públicos temporários”, afirma a ação.

    Testemunhas ouvidas pelo MP confirmaram o uso eleitoreiro das contratações: “A gente era obrigado a participar de todos os eventos políticos do governador”, contou o ex-funcionário Rodrigo Gaviorno, conforme mostra uma trancrição de sua fala, feita pelo jornal O Globo. “A gente tinha que estar lá para fazer número, para bater palma”, acrescentou Marcos Pimentel, acrescentando que nomeados eram tratados como “prostitutos eleitorais”, pois quem se recusasse a ir aos comícios era afastado do cargo.

    Castro não parece preocupado com o futuro, apesar do volume de provas. “No dia em que a Procuradoria pediu sua cassação, ele voltou a negar as acusações e exibiu seus dotes de cantor de sacristia. Em encontro com jornalistas, o governador recitou os versos de “É preciso saber viver”, de Roberto e Erasmo. É a música preferida de seu antecessor Sérgio Cabral, que saqueou o estado e está prestes a deixar a cadeia, escreve o autor da matéria, Bernardo Mello Franco.

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading