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    O ciúme bolsonarista após Trump afirmar que Lula é “inteligente”, um “bom homem” e até mandar um “I Love You”

     

    Presidente dos EUA passou três horas com o estadista na Casa Branca e ficou verdadeiramente impressionado com o líder brasileiro, tanto que a extrema direita tentou usar narrativas para desconstruir esse encantamento, mas nem a quinta série acredita

    Presidente Trump e Presidente Lula com ministros na Casa Branca

    O presidente dos EUA, Donald Trump, e o Presidente do Brasil, Lula, conversam no lado externo da Casa Branca ladeado por ministros |07.5.2026| Foto: Divulgação/ Ricardo Stuckert / RFI

    | Brasília (DF)
    09 de maio de 2026

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizaram na quinta-feira (7/mai) uma reunião de cerca de três horas na Casa Branca que ambos classificaram como positiva.

    Trump afirmou que Lula é “um bom homem, um cara inteligente, é smart”.

    O encontro pavimentou diálogo em comércio, tarifas e minerais críticos, contrariando previsões catastróficas da oposição.

    Reinaldo Azevedo, no programa O É da Coisa da Band News, destacou o “resultado espetacular” e ironizou o “ciúme bolsonarista”.

    O comentarista lembrou que, antes do encontro, vozes da direita exigiam que Lula ligasse para Trump e fizesse concessões, mas o presidente brasileiro manteve posição soberana.

    “Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil […] ele é um bom homem, um cara inteligente”, disse Trump a jornalistas em declaração no “cercadinho” da Casa Branca após reunião com Lula.

    O assessor Celso Amorim avaliou que “o humor mudou” e criou bases para diálogo em várias frentes, segundo a CNN Brasil.

    A extrema-direita reagiu com desinformação, mostrou Reinaldo Azevedo.

    O blogueiro Paulo Figueiredo afirmou que “nada resultou da reunião” e compartilhou vídeo gerado por inteligência artificial mostrando Lula de joelhos no Salão Oval oferecendo terras raras em troca de não classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas.

    O vídeo foi republicado por Flávio Bolsonaro.

    Reinado Azevedo contrapôs lembrando que o próprio Flávio Bolsonaro, em discurso na CPAC no Texas em 28 de março, havia oferecido as terras raras aos Estados Unidos para livrá-los da dependência da China.

    Na ocasião, o senador declarou: “O Brasil é a solução pros Estados Unidos se livrarem da dependência dos minerais críticos especialmente das terras raras da China”.

    Em paralelo, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (6/mai) o projeto que cria marco legal dos minerais críticos. O Senado deve votar em maio, com apoio de Randolfe Rodrigues.

    O encontro com Trump, segundo Lula, teve este tema tradado como “soberania nacional”.

    A verdade sobre o encontro Lula-Trump

    Em meio a ondas desinformativas da extrema direita, a correspondente da Rede Globo na Casa Branca, Raquel Krähenbühl, corrobora as informações do sucesso do Presidente do Brasil em Washington.

    Segundo suas palavras sobre o encontro entre os dois maiores líderes das Américas, Trump resumiu Lula como “um homem dinâmico, bom, inteligente” após uma duração de encontro que “também diz muito”, haja vista que a previsão de 30 minutos de conversa no Salão Oval, que teve até um “almoço expandido”, “durou quase três horas”

    Krähenbühl reporta que “as autoridades dos dois lados” descreveram para ela o “clima como muito amigável e com possibilidade de real avanço na relação dos dois países”.

    A correspondente global informou também que Lula mudou o protocolo de Trump ao pedir que a entrevista com a imprensa, que já estava agendada para ocorrer antes da reunião, fosse realizada depois: “Porque para ele, não faz sentido responder perguntas sem ter tido uma discussão antes com o anfitrião”.

    E lembrou que no encontro na Malásia, Trump gostou da mesma atitude tomada por Lula sobre este mesmo tema. Na ocasião, Trump disse que “amava esse cara”.

    Segundo Krähenbühl, Lula evitou a possibilidade de perguntas que pudessem gerar uma situação de constrangimento, como os temas não abordados “Pix e fac- facções criminosas como grupos terroristas”.

    Segundo a jornalista, “a impressão que dá é que Trump não está informado sobre esses assuntos que mais preocupavam o governo brasileiro”. Krähenbühl revelou que Lula disse a ela que “estava preparado para falar do Pix”, e por issi “trouxe o ministro da Fazenda para cámas Trump não levantou o assunto e ele também não”.

    Quanto à “designação de cartéis e grupos terroristas transnacionais, como organizações terroristas estrangeiras, Krähenbühl  explicou que “apenas 8, 6 cartéis do México, um da Venezuela e um de El Salvador, receberam essa classificação”.

    Fontes me disseram que esse assunto surgiu no ano passado, em meio a outras sanções contra o Brasil, as tarifas, a Magnitsky, que depois foram retiradas, mas que não teve novidade nesse ano”, informou a correspondente.

    Lula disse que sai” dos EUA “muito satisfeito”. informou a jornalista: “Ele falou que a fotografia ficou muito boaque Trump saiu sorrindo e acho que isso resume bem, né?”

    “Lula conseguiu o que ele queria aqui nessa visita“, pontuou Raquel Krähenbühl.



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