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Ciro Nogueira reapresenta ‘emenda Master’ e provoca: ‘agora não existe mais banco Master’

Investigado na Operação Compliance Zero, senador do PP insiste na ampliação do FGC para R$ 1 milhão e nega favorecimento a ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro

Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro – Imagem reprodução redes sociais

RESUMO
URBS MAGNA

| Brasília (DF)
13 de maio de 2026

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) reapresentou, na terça-feira (12/mai), a proposta conhecida como “emenda Master”, que amplia a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.

Isso ocorre poucos dias após o parlamentar ter sido alvo de busca e apreensão na 5ª fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga suposto favorecimento ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

A emenda original, protocolada em 13 de agosto de 2024 como Emenda nº 11 à PEC 65/2023, propunha ainda conferir função pública ao FGC e sua regulação pelo Conselho Monetário Nacional, com revisão a cada quatro anos.

Segundo a Polícia Federal, o texto teria sido elaborado pela assessoria do Banco Master e entregue em envelope ao senador, que o reproduziu integralmente.

Daniel Vorcaro celebrou a apresentação com a frase “saiu exatamente como mandei”, conforme detalharam veículos como UOL Notícias e Folha de S.Paulo.

A investigação também apura repasses mensais e vantagens indevidas ao senador. Ciro Nogueira negou qualquer irregularidade.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente nacional do Progressistas afirmou: “É mentira que a emenda foi publicada na íntegra, conforme foi recebida”.

Ele corrigiu o valor proposto para acima de R$ 840 mil, conforme a variação da Selic, e questionou: “Agora não existe mais Banco Master, eu quero ver qual a desculpa que os grandes bancos vão utilizar para negar esta proteção aos correntistas brasileiros”.

O senador destacou ainda que “este fundo é completamente privado. Quem financia o fundo são os bancos, não é a União, não tem recursos públicos”.

A Operação Compliance Zero apura fraudes ligadas ao Banco Master e inclui o irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, entre os alvos.

A emenda buscava promover a segurança do sistema financeiro nacional, evitando monopólio dos bancos tradicionais, e citava exemplos internacionais como o colapso do Silicon Valley Bank.

O caso expõe a tensão entre a necessária proteção ao consumidor e os riscos de influência privada na elaboração de normas que regem a economia brasileira.

A justiça exige que investigações sigam com isenção, mas também que o Senado Federal garanta que propostas legislativas sirvam ao interesse público, não a interesses específicos.

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FAQ Rápido

1. O que exatamente propõe a emenda Master?
Ampliar o limite de garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ, com revisão periódica pelo Conselho Monetário Nacional e atribuição de função pública ao fundo.

2. Por que a PF investiga a emenda?
A Polícia Federal sustenta que o texto foi redigido pelo Banco Master e apresentado pelo senador em troca de vantagens indevidas, o que Ciro Nogueira nega categoricamente.

3. Qual o impacto para o cidadão comum?
Em caso de aprovação, a medida aumentaria a segurança dos depósitos e investimentos, mas especialistas alertam para o custo que recairia sobre o sistema bancário como um todo.

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