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Ex-Tucano-Socialista-Comunista-Democrata-Republicano, ‘Ciro 3%’ retorna ao velho PSDB – Entenda

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    Ciro Gomes
    Ciro Gomes em três momentos de sua trajetória política / Imagem reprodução/TodosPorCiro


    De volta às raízes , ex-presidenciável mira governo do Ceará em 2026 enquanto carrega o peso de quatro tentativas malsucedidas ao Planalto que lhe renderam o apelido



    Brasília, 19 de outubro de 2025

    Ciro Gomes oficializou sua filiação ao PSDB, retornando à legenda pela qual foi eleito governador do Ceará nos anos 1990.

    A decisão, articulada pelo ex-senador Tasso Jereissati, marca o fim de uma década no PDT e reacende debates sobre lealdade partidária em meio a uma trajetória marcada por trocas de siglas e frustrações presidenciais.

    Com olhos no Palácio da Abolição para 2026, Ciro busca resgatar protagonismo local, mas carrega o estigma do Ciro 3%, apelido cruel derivado de seu pior desempenho eleitoral em 2022.

    Além de um vasto histórico de filiações pode explicar o contexto da mudança atual e os números que definiram sua imagem nas urnas nacionais.

    Trajetória de Filições:
    De Tucano-Socialista-Comunista-Democrata-Republicano à volta ao PSDB


    A carreira de Ciro Gomes, iniciada em 1982 como deputado estadual, é um mosaico de sete partidos – ou oito, contando o retorno ao PSDB.

    Filho de político, ele estreou pelo PDS (sucessor da Arena da ditadura), legenda de seu pai, José Euclides Ferreira Gomes Filho, prefeito de Sobral (CE).

    Em 1983, migrou para o PMDB, alinhando-se à oposição democrática nas Diretas Já. Sua ascensão veio com o PSDB em 1990, fundado por intelectuais como um polo social-democrata: ali, elegeu-se governador do Ceará com 56% dos votos e assumiu a Fazenda no governo Itamar Franco, implementando reformas que o projetaram nacionalmente.

    Deixou os tucanos em 1996 por divergências ideológicas, rumando ao PPS (atual Cidadania) em 1997, onde disputou sua primeira eleição presidencial.

    Seguiram-se o PSB (2005-2013), o PROS (2013-2015) – sigla nanica usada para uma candidatura frustrada – e o PDT em 2015, onde permaneceu por uma década como vice-presidente, sob a influência de Leonel Brizola.

    A saída do PDT em outubro de 2025 foi motivada por desgastes internos, especialmente o apoio da legenda ao governo Lula (PT) no Ceará, contrariando os ataques de Ciro ao petismo pós-2022.

    Essa volatilidade partidária, comum no Brasil volátil, é justificada por Ciro como busca por projetos alinhados, mas críticos veem oportunismo.

    Legalmente, não configura infidelidade: ele não exercia mandato eletivo ao trocar de sigla, evitando perda de cargo pela janela partidária.

    Politicamente, porém, reforça a percepção de contradição – de ministro da Fazenda tucana a opositor ferrenho do PSDB anos depois, e agora aliado novamente.

    No contexto atual, a filiação ao PSDB é pragmática: fortalece oposição ao PT de Elmano de Freitas (governador reeleito em 2024) e reconecta com Tasso, padrinho político que o convenceu de que o PSDB é o partido certo.

    A saída do PDT se dá em momento de ruptura com Lula.

    Anunciada na sexta-feira (17/out) pelo presidente estadual do PSDB-CE, Ozires Pontes, a filiação será oficializada em 22 de outubro no Hotel Mareiro, em Fortaleza.

    “Ciro de volta pra casa!”, celebram aliados em redes sociais, onde deputados estaduais como Felipe Mota e Cláudio Pinho convidam para o evento ao lado de Tasso Jereissati.

    O PSDB, encolhido nacionalmente desde 2014, vê em Ciro uma chance de revitalização no Nordeste.

    No Ceará, o partido aposta na candidatura dele ao governo em 2026, contra o petista Elmano de Freitas, em um embate que polariza centro-direita e lulismo.

    A articulação de Tasso, aliado histórico, selou o acordo após Ciro sondar o União Brasil (federado ao PP). A ruptura com o irmão Cid Gomes – que migrou para o PSB e apoia Lula – consolida a cisão familiar: Cid levou prefeitos e fortaleceu o PT local, enquanto Ciro mira o bolsonarismo moderado para crescer.

    O Apelido que Marca Quatro Derrotas Presidenciais

    O apelido “Ciro 3%” surgiu como ironia cruel após as eleições de 2022, quando o pedetista cravou 3,04% dos votos válidos – seu pior resultado em quatro tentativas ao Planalto.

    Viralizou em memes e críticas nas redes, simbolizando o isolamento de Ciro na polarização LulaBolsonaro.

    Especialistas atribuem o fiasco ao “voto útil” pró-Lula, ataques incessantes ao PT (que alienaram a esquerda) e falta de alianças, resultando em uma chapa “puro-sangue” com Ana Paula Matos (PDT-BA).

    Em 1998 e 2002, Ciro surfou o anti-FHC; em 2018, capitalizou o antipetismo inicial de Bolsonaro. Mas 2022 expôs fraquezas: rejeição de 40% (Datafolha) e debandada para Lula, que levou 50% no 1º turno.

    Análises antigas citam “decisões equivocadas” como pivô do colapso, com rótulos como “fim de carreira”. Hoje, com foco estadual, Ciro tenta reescrever o roteiro.

    Infidelidade ou Pragmatismo?

    Ciro está em seu oitavo partido. É “infiel”? Legalmente, não: sem mandato em curso, a troca é livre. Mas na arena pública, sim para críticos – seu histórico anterior de sete siglas sugere “falta de convicção”, com o resgate de críticas passadas a Aécio Neves (PSDB), outrora “cadáver político”.

    Defensores, como a página na web Todos com Ciro, veem “luta por projetos”, não fisiologismo. A opinião pública divide: enquetes no X mostram 55% vendo pragmatismo, 45% traição.

    O Futuro:

    Com o PSDB em reconstrução – e Ciro como trunfo no Ceará – 2026 pode ser redenção local. Mas nacionalmente, o apelido persiste, e a oposição a Lula o isola da esquerda.

    Ciro Gomes prova: na política brasileira, filiações mudam, mas ambições perduram. Resta ver se o Ceará o perdoa e o elege de novo.



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    2 comentários em “Ex-Tucano-Socialista-Comunista-Democrata-Republicano, ‘Ciro 3%’ retorna ao velho PSDB – Entenda”

    1. Esse camarada , o nome dele já está na lata do lixo, tem mais pra onde correr, deveria se aposentar da política, já fez besteira demais.
      Não vai ser governador do Ceará

    Os comentários estão fechados.

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