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Ciro é alvo de chacota nas redes por insistir com fake news contra Lula que até Estadão e Veja desmentiram

    Estadão Verifica já havia destruído o falso argumento sobre precatórios e, após Ciro repetir a desinformação e perfis o escorraçarem, a Veja também apontou a mentira

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    O ex-presidenciável Ciro Gomes, que segundo a ‘Veja‘, “em mais de quarenta anos de vida pública experimentou um início promissor”, mas depois foi “seguido por uma queda espetacular nos últimos tempos“, voltou a argumentar sobre o “maior escândalo de corrupção da história brasileira” na terceira gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo tendo sido desmentido pelo ‘Estadão Verifica‘.

    O pedetista postou um vídeo na plataforma social de microblogging ‘X‘, onde afirmou que vai “explicar com detalhes na newsletter deste domingo o que talvez seja o maior escândalo de corrupção da história brasileira. Pelos valores envolvidos, é maior que a soma do mensalão com o petrolão“.

    Segundo o ex-ministro da ‘Integração Nacional‘ do governo Lula I, “trata-se do caso dos precatórios, em que 93 bilhões de reais do dinheiro público saíram dos cofres do governo não para os seus credores verdadeiros, mas para os bancos – que tinham informação privilegiada“.

    Mas o ‘Estadão Verifica‘ já o havia desmentido após a afirmação original, feita em entrevista à ‘CNN‘, onde acusou o Executivo de vender precatórios para bancos e estes os compram com deságio de até 50%. Segundo ele, isso seria “uma falcatrua maior que a do mensalão e do petrolão juntos”. 

    Por conta da fake news em ‘nova edição‘, Ciro Gomes foi escorraçado por vários perfis na mesma rede social.

    Veja abaixo e leia mais a seguir:


    Após a insistência no tema, desta vez foi a ‘Veja‘ que o desmentiu afirmando que “a suspeita lançada foi recebida com incredulidade entre especialistas e operadores do mercado financeiro que trabalham com estes títulos“.

    Segundo o texto, a explicação é simples: o governo não vende precatórios:

    Cristiano Maciel Carneiro Leão, membro da ‘Comissão de Precatórios do Conselho Federal da OAB‘, disse que “a compra e venda de precatórios é legítima e ocorre entre particulares, mas o governo não participa dessa transação, nem pode negociar algo que não lhe pertence“. Ele acrescenta que “seu papel se limita a pagar, conforme previsão orçamentária”.

    O advogado Pedro Corino relembra que a demora no pagamento de precatórios é um problema crônico que atinge credores e os governos não têm meios de vendê-los: “Precatórios são dívidas públicas das quais apenas os credores são os titulares. Não tem como o governo vender algo que ele deve. A grande discussão deveria ser o que causa essa demora”, explica.

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