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    Cadeias de cinema rejeitam ‘Dark Horse’ e filme sobre Bolsonaro fica sem distribuidora no Brasil

    — calculando —
    Cena do filme Dark Horse com Jim Caviezel como Jair Bolsonaro

    📷 O ator Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro no filme Dark Horse ao lado de coadjuvantes / Imagens reprodução redes sociais

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    23 de junho de 2026

    As principais redes de exibição do país demonstram resistência clara em programar Dark Horse, a cinebiografia sobre Jair Bolsonaro estrelada por Jim Caviezel.

    Sem distribuidora confirmada no mercado brasileiro e sem o registro obrigatório na Ancine, a produção enfrenta uma nova etapa da crise que já envolve financiamento, irregularidades na filmagem e questionamentos judiciais e administrativos.

    Lauro Jardim, colunista do O Globo, publicou que as grandes cadeias evitam o longa por dois motivos principais: a expectativa de baixa bilheteria, baseada no desempenho recente de produções semelhantes, e o temor de confrontos entre grupos políticos nas portas dos cinemas.

    A produção de Go Up Entertainment, empresa de Karina Ferreira da Gama, ainda não obteve o Certificado de Registro de Título (CRT) exigido pela Ancine para qualquer lançamento comercial. Sem esse documento, os exibidores não podem programar a exibição.

    O filme também não conta, até o momento, com distribuidora contratada no Brasil, conforme apurações de veículos especializados.

    A situação se soma a uma série de questionamentos que cercam o projeto desde o início. Reportagens do Intercept Brasil revelaram que as filmagens no Brasil ocorreram sem comunicação prévia à Ancine, sem registro adequado e com relatos de condições precárias de trabalho denunciados ao Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP).

    No campo financeiro, diálogos divulgados apontam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou aportes com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    A produtora afirma que houve outros investidores e que o custo total ficou em torno de R$ 75 milhões, sem uso de recursos públicos.

    Investigações em curso analisam os repasses e eventuais ligações com contratos da ONG Instituto Conhecer Brasil, também ligada a Karina Ferreira da Gama, com a prefeitura de São Paulo.

    O longa teve uma exibição especial em 15 de junho de 2026, durante o Fraud Fighter Summit, em Las Vegas, com presença de Eduardo Bolsonaro.

    A data prevista para os cinemas brasileiros era 11 de setembro, mas permanece incerta enquanto não se resolvem as pendências regulatórias e comerciais.

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    FAQ Rápido

    O que impede o lançamento de ‘Dark Horse’ nos cinemas brasileiros?
    A ausência de registro na Ancine (CRT) e a falta de distribuidora confirmada. As principais redes de cinema também demonstram resistência comercial e operacional.

    Por que as cadeias de cinema evitam o filme?
    Segundo Lauro Jardim em O Globo, os exibidores preveem baixa bilheteria e temem confrontos políticos nas salas.

    Qual o status atual da produção?
    O filme estreou em evento nos Estados Unidos em junho de 2026. No Brasil, segue sem data definida, sem distribuidora e sob investigação administrativa da Ancine por irregularidades nas filmagens.

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