Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Cineasta que fez experimento de comer só no McDonald’s por um mês morre de câncer 20 anos depois

    Morgan Spurlock morreu aos 53 anos na quinta-feira (23/5), vítima de um câncer. Em 2003 ele comeu a quantidade de refeições do McDonald’s que a maioria das nutricionistas recomenda ingerir em 8 anos – ENTENDA TUDO

    Receba notícias do Canal Urbs Magna no WhatsApp



    O cineasta, Morgan Spurlock, diretor conhecido pelo filme “Super Size Me: A Dieta do Palhaço“, morreu aos 53 anos na quinta-feira (23/5), vítima de um câncer. Ele ficou conhecido mundialmente por fazer um experimento, no ano de 2003, em que apenas comeu a comida do McDonald’s por um mês.

    O filme arrecadou mais de $22 milhões com um orçamento de $65.000 e antecedeu o lançamento do influente “Fast Food Nation” de Eric Schlosser, que acusou a indústria de ser prejudicial ao meio ambiente e repleta de questões trabalhistas.

    Os fast foods são ricos em sal, açúcar e gordura, o que, no longo prazo, pode causar aumento do colesterol, do risco de diabetes e problemas cardiovasculares, principalmente se forem consumidos em paralelo com uma vida sedentária. Além disso, esses alimentos são pobres em vitaminas e minerais, que são essenciais na dieta diária.

    No documentário, Morgan Spurlock fez o relato das mudanças físicas e psicológicas que sofreu durante o processo e teceu uma crítica sobre o aumento da obesidade na sociedade norte-americana, que havia sido classificada como uma epidemia na época da produção. Como resultado das mudanças em sua alimentação, ganhou 11kg, um aumento de 13% em sua massa corporal.

    Além disso, o diretor notou alterações de humor, disfunção sexual e acúmulo de gordura em seu fígado. Ao todo, foram necessários 14 meses para perder todo o peso adquirido no mês do experimento e, de acordo com o documentário, ele comeu a quantidade de refeições do McDonald’s que a maioria das nutricionistas recomenda ingerir em 8 anos.

    Nas regras em que criou, ele deveria: comer três refeições por dia em um dos estabelecimentos da franquia; experimentar todos os itens do cardápio pelo menos uma vez; comprar apenas o que vendesse no restaurante — incluindo água; aceitar quando o oferecessem a versão “gigante” dos combos — o que aconteceu nove vezes durante o processo; e tentar andar apenas a média de passos da população dos Estados Unidos que, na época, era 5.000 passos.

    Como impacto do documentário, o McDonald’s descontinuou o tamanho “gigante” de seu cardápio seis semanas após a divulgação da produção, entretanto alegou que a mudança não estava relacionada com as reflexões do filme.

    Super Size Me: A Dieta do Palhaço” estreou no Festival de Cinema de Sundance de 2004 e foi indicado ao Oscar 2005 de Melhor Documentário de Longa-Metragem, perdendo para “Born into Brothels”.

    Em 2017, Spurlock retornou com “Super Size Me 2: Holy Chicken!” – uma análise séria de uma indústria que processa 9 bilhões de animais por ano na América. Ele focou em dois problemas: agricultores de frangos presos em um sistema financeiro peculiar e a tentativa das redes de fast-food de enganar os clientes fazendo-os pensar que estão comendo de forma mais saudável.

    Estamos em um momento incrível na história do ponto de vista do consumidor, onde os consumidores estão começando a ter cada vez mais poder“, disse ele à ‘Associated Press‘ em 2019. “Não se trata do retorno para os acionistas. Trata-se do retorno para os consumidores“.

    Receba notícias do Canal Urbs Magna no WhatsApp

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading