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Cidadania rejeita anistia a manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas do 8/1 e ameaça expulsar deputados

    Bolsonaro em foto de Sergio Lima – Poder360 | O presidente do Cidadania, Comte Bittencourt – divulgação

    Cidadania rejeita anistia a manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas do 8/1 e ameaça expulsar deputados

    Ao se posicionar contra a anistia, legenda busca consolidar sua identidade como defensora da democracia, distanciando-se de pautas extremistas – SAIBA MAIS

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    Brasília, 17 de abril de 2025

    O partido Cidadania anunciou forte oposição ao projeto de lei que propõe anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ameaçando punir, inclusive com expulsão, os deputados que assinaram o pedido de urgência para a tramitação do texto.

    Três parlamentares da sigla — Any Ortiz (RS), Arnaldo Jardim (SP) e Alex Manente (SP) — endossaram a urgência, contrariando a posição da Executiva Nacional, que classificou a anistia como “inaceitável” e “cumplicidade” com ataques à democracia.

    Em comunicado, o presidente do partido, Comte Bittencourt (foto), destacou que a legenda não tolerará apoio a propostas que perdoem os responsáveis pelos atos que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, reforçando o compromisso com a ordem democrática.

    A decisão marca um rompimento claro com o bolsonarismo, alinhando o Cidadania a uma postura de defesa das instituições.

    A posição do Cidadania foi formalizada após reunião da Executiva Nacional na terça-feira (15/abr), e gerou reações no cenário político.

    A legenda, que integra federação com o PSDB até 2026, diverge de aliados tucanos, já que cinco deputados do PSDB também apoiaram a urgência do projeto.

    O projeto, articulado pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante, conta com 262 assinaturas, majoritariamente de partidos do Centrão, como União Brasil, PP e PSD, que detêm ministérios no governo Lula.

    Apesar do avanço, a proposta enfrenta resistência, com 86% da população rejeitando a violência do 8 de janeiro, segundo pesquisa Quaest, e críticas de juristas que a consideram inconstitucional.

    O Cidadania alertou que qualquer filiado, de simples militante a detentor de mandato, que apoiar a anistia estará sujeito a sanções, embora detalhes sobre as punições não tenham sido especificados.

    A proposta de anistia, que tramita na Comissão Especial da Câmara criada por Arthur Lira em outubro de 2024, beneficia não apenas manifestantes, mas também figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por incitar os atos.

    Parlamentares do PT, como Joseildo Ramos e Carlos Zarattini, reforçam a necessidade de punição aos golpistas, enquanto o Pacto pela Democracia mobiliza a sociedade civil contra o projeto.

    A reprovação popular e a pressão de entidades sindicais, como as centrais que assinaram carta contra a anistia, reforçam o isolamento do bolsonarismo.

    A postura do Cidadania reflete um momento de tensão no Congresso, onde a anistia é usada como moeda de troca na disputa por cargos, como a presidência da Câmara.

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    Apesar do apoio de 201 deputados, a proposta enfrenta entraves, como a resistência do novo presidente da Câmara, Hugo Motta, que evita pautar urgências, e a possível contestação no STF.

    O Cidadania, ao se posicionar contra a anistia, busca consolidar sua identidade como defensor da democracia, distanciando-se de pautas extremistas.

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