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Cid delata Michelle e Eduardo por incitar Bolsonaro a não aceitar derrota para Lula e dar golpe de Estado

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e, ao fundo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), durante participação de evento do ‘PL Mulher‘, em Brasília – 16.03.2023 | Foto de Cristiano Mariz/O Globo

    Segundo o militar, ambos pertenciam a grupo de radicais que alegava ao ex-presidente apoio da população e dos atiradores CACs para uma tentativa de golpe

    O tenente-coronel Mauro Cid delatou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o filho do ex-presidente duas vezes declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por incitarem Jair Bolsonaro (PL) a dar um golpe de Estado e não aceitar a derrota nas eleições do ano passado para o hoje Presidente da República Federativa do Brasil, democraticamente eleito pela maioria dos brasileiros, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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    Ambos pertenciam a um grupo de radicais que costumava dizer que Bolsonaro tinha apoio da população e dos atiradores esportivos, conhecidos como CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), para uma tentativa de golpe, conforme noticiou o portal ‘UOL‘.

    Cid disse que Bolsonaro não queria desmobilizar os manifestantes golpistas acampados em unidades militares pelo país porque acreditava que seria encontrado algum indício de fraude nas urnas, o que serviria para anular o resultado da eleição.

    O material da delação premiada atualmente está sob análise da equipe do subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, na PGR (Procuradoria-Geral da República), que em entrevistas recentes afirmou que Cid não apresentou provas de corroboração dos seus relatos.

    No depoimento sobre as tratativas golpistas, Cid cita nomes dos personagens envolvidos, locais e circunstâncias das reuniões mantidas para debater o assunto. Com base nas informações prestadas, a equipe de Carlos Frederico busca “provas de acordo com o contexto narrado“.

    O militar disse que o plano de golpe não foi adiant porque não houve concordância dos comandantes militares. O tenente-coronel traçou aos investigadores um panorama sobre as articulações realizadas por Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições, conforme a seguir:

    *um grupo moderado composto pela ala política do governo tentava convencer Bolsonaro a se pronunciar publicamente sobre o resultado da eleição para pedir que os manifestantes golpistas deixassem as ruas e voltassem para suas casas. Um dos integrantes desse grupo era o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do presidente.

    *Bolsonaro resistiu a adotar esse posicionamento porque esperava obter provas de supostas fraudes nas urnas eletrônicas ou convencer os comandantes militares a embarcar em uma tentativa golpista.

    *Bolsonaro escalou auxiliares para se dedicar a descobrir vulnerabilidades no processo eleitoral. De acordo com Mauro Cid, Bolsonaro também pressionou os militares a fazer um relatório apontando essas suspeitas de fraudes.

    *um grupo radical incitava o então presidente da República a não aceitar o resultado das eleições e tentar dar um golpe. O tenente-coronel citou que a então primeira-dama Michelle e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) faziam parte desse grupo, além de outros aliados.

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