Chineses são demitidos de cargos importantes por mau desempenho no combate à Covid

Uma chinesa faz um Teste de Ácido Nucleico para COVID-19, em Changchun, província de Jilin, no nordeste da China, neste domingo (13/3). Foto: VCG / Global Times


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

A punição é para alertar funcionários que monitoram a doença no país sobre descuido, após o coronavírus eclodir em algumas regiões, nas quais ao menos 26 funcionários perderam cargos relevantes

Responsabilizar funcionários desatentos contribui para a melhora das ações e práticas de medidas de prevenção e controle da proliferação do coronavírus, acreditam os legisladores do país de Xi Jinpimg. Por este motivo, algumas províncias da República Popular da China demitiram um total aproximado de 26 funcionários do governo devido ao mau desempenho ao lidar com a crise de saúde.

Somente na cidade de Dongguan, na província costeira de Guangdong, no sudeste da China, próximo à fronteira com Hong Kong e Macau, foram demitidos, neste domingo (13/3), seis de seus funcionários por mau desempenho de suas funções, ao permitirem surtos em outra cidade sob a mesma jurisdição, Dalang.

Os cargos ocupados são os de vice-diretor do Departamento de Segurança Pública, vice-prefeito executivo, diretor do Departamento de Segurança Pública, prefeito e vice-chefe de Partido, chefe de distrito e o de diretor de Comissão Municipal de Saúde, de acordo com publicação no Global Times.

Em outra província, em Jilin, no nordeste do país, nas margens do rio Songhua, ocorreram mais de 2 mil infecções por coronavírus. O governo do local afirmou que a resposta de emergencial foi precária e resultou em um aumento acentuado nos casos de covid. Por isso, o secretário do Partido da Universidade de Ciência e Tecnologia Agrícola acabou sendo também demitido na quinta-feira (10/3) por negligência e ineficácia nas respostas às infecções por coronavírus.

Na mesma quinta-feira, 17 funcionários de Laixi, uma cidade subprovincial de Qingdao, na província de Shandong, foram também punidos após o local ter sido atingido pela epidemia, devido a erros em suas atribuições diárias, que deixaram brechas para o avanço do coronavírus, pois emitiram baixos níveis de alerta e tiveram atitudes negligentes em relação à doença. 

A China atribui grande importância à vida e à saúde das pessoas e isso é uma questão que ninguém deve subestimar“, disse ao Global Times, Wang Guangfa, especialista em respiração do Primeiro Hospital da Universidade de Pequim, que também estava entre os especialistas da Comissão Nacional de Saúde que visitou Wuhan no início de janeiro de 2020.

Desde o surto no final de 2019, a China sempre buscou responsabilizar funcionários negligentes em suas funções, o que tem sido parte de sua estratégia antiepidêmica.

Wang disse ainda ao Global Times que “a fadiga de toda a sociedade é inevitável”, pois “a luta do país contra a Covid em breve entrará em seu terceiro ano”. Por isso serão necessários “mais esforços para ajustar as medidas antiepidêmicas de maneira flexível” na mesma proporção que a situação da epidemia mudar. 

Quando não há epidemia, a sociedade pode relaxar e reduzir o impacto antiepidêmico na sociedade ao mínimo e, quando ocorre uma epidemia, a sociedade pode responder imediatamente e ficar alerta“, explicou Wang.

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