China responde a tarifas americanas de 245% com aumento de 125% sobre importações dos EUA
Trump e XiJinping na reunião do G20 em Osaka, no Japão, em 2019 – Reuters
Entenda a guerra comercial EUA-China, que faz tarifas subirem e tensões aumentarem em 2025 – SAIBA MAIS
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PEQUIM, 16 de abril de 2025
A escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China atingiu novos patamares nesta quarta-feira (16/abr), com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmando que a China não deseja conflitos tarifários, mas está preparada para enfrentá-los.
Em resposta às tarifas americanas que alcançaram até 245% sobre importações chinesas, Pequim elevou as taxas sobre produtos dos EUA de 84% para 125%, a partir de 12 de abril.
Lin Jian, durante coletiva de imprensa, classificou as ações americanas como “unilateralismo e bullying econômico”, defendendo as contramedidas chinesas como legítimas e alinhadas à justiça internacional, segundo o Global Times.
O governo de Donald Trump intensificou a pressão com a introdução de tarifas adicionais, incluindo uma investigação do Departamento de Comércio sobre importações de semicondutores e medicamentos, que pode levar a novas taxas.
Apesar disso, Trump anunciou uma pausa de 90 dias nas chamadas tarifas do (chamado por ele) “Dia da Libertação”, buscando espaço para negociações.
Enquanto isso, a China sinalizou abertura para diálogos, desde que os EUA demonstrem respeito mútuo, mas evitou detalhes sobre negociações diretas entre os presidentes, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China.
O impacto econômico já é sentido globalmente. Empresas como a Honda planejam transferir 90% de sua produção de veículos para os EUA, reagindo às novas tarifas americanas sobre importações automotivas, enquanto trabalhadores chineses enfrentam os efeitos de uma desaceleração econômica.
A guerra comercial, iniciada em 2018, já acumula US$350 bilhões em tarifas americanas sobre produtos chineses e US$100 bilhões em retaliações chinesas até 2019.
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A retórica de ambos os lados segue acirrada. Enquanto Trump insiste que “guerras comerciais são fáceis de vencer”, senadores republicanos como Mitch McConnell alertam que “ninguém ganha” nesse cenário.
A China, por sua vez, busca minimizar os impactos, mas enfrenta restrições internas na cobertura midiática, com ordens para evitar “excesso de reportagens” sobre o conflito, de acordo com o mesmo veículo.
A tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo segue desafiando o equilíbrio global.
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