Detecção de cloranfenicol em embarque da ArreBeef acende alerta sanitário e mobiliza gestões diplomáticas em meio a questionamentos sobre controles na exportação
Pequim (ZH) / Buenos Aires (AR) · 28 de março de 2026
A China suspendeu as exportações de carne bovina da unidade 2082 da ArreBeef, localizada em Pérez Millán, distrito de Ramallo, na província de Buenos Aires, após a Administração Geral de Aduanas da China (GACC) detectar resíduos de cloranfenicol em um contêiner de 22 toneladas.
O antibiótico, proibido na produção animal destinada ao consumo desde 1995 na Argentina, foi identificado em 19 de março de 2026, conforme também reportou o portal ClickPetróleoeGás.
Autoridades argentinas, incluindo o SENASA (Servicio Nacional de Sanidade Agroalimentar), a Cancillería e a Secretaria de Agricultura, ativaram imediatamente protocolo de investigação e gestões diplomáticas para limitar o impacto ao contêiner específico e esclarecer o caso junto às autoridades chinesas.
O sistema do país permite cruzar informações para verificar a origem do problema, disse o BeefPoint. O cloranfenicol é um antibiótico de amplo espectro vetado há décadas em animais de abate devido a riscos à saúde humana.
A medida chinesa afeta apenas a planta da ArreBeef, uma das principais exportadoras para o mercado asiático, principal destino da proteína argentina.
Exportações gerais do país para a China continuam operando normalmente, segundo o SENASA, conforme a Revista FrigoNews.
O episódio ocorre em contexto de controles mais rigorosos adotados por Pequim sobre importações de carne bovina. Investigações preliminares apontam possibilidade de “falso positivo“, conforme reportado por veículos chilenos que acompanharam o caso.
O Chile também monitora com atenção questões sanitárias relacionadas a produtos argentinos, embora a suspensão específica por cloranfenicol tenha sido liderada pela China, segundo o Bio Chile.
Especialistas em comércio agropecuário observam que incidentes como esse reforçam a necessidade de manutenção robusta de sistemas de inspeção para preservar confiança em mercados internacionais.
O SENASA realiza mais de 40 mil análises prévias sem detecção similar, o que sustenta a tese de caso isolado, de acordo com o Clarín.
No Brasil, onde a carne argentina circula via importadores, o episódio serve como lembrete sobre a importância de vigilância sanitária contínua em cadeias globais de suprimento.
Gestões diplomáticas prosseguem para levantamento da suspensão.
