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China fecha cidades e coloca quase 18 milhões de pessoas sob quarentena para frear coronavírus


    A China colocou mais uma cidade em quarentena nesta quinta-feira (23) na tentativa de conter a disseminação do novo coronavírus, que já deixou 17 mortos no país. Huanggang, onde vivem 7,5 milhões de habitantes, fica a 70 quilômetros de Wuhan, considerada o epicentro do surto. A medida, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não tem precedentes.

    Ontem, as autoridades chinesas já haviam anunciado o isolamento de Wuhan, que foi concretizado na manhã desta quinta-feira. Em Huanggang, todos os transportes serão interrompidos e seus acessos, fechados até novo aviso ao final do dia, anunciou o prefeito local. As cidades somam, juntas, 18 milhões de habitantes.

    Uma terceira cidade, Ezhou, que fica entre as cidades de Wuhan e Huanggang, informou que interrompeu seu sistema ferroviário. Não há, até o momento, imposição de quarentena. Na tarde desta quinta-feira, no horário local, o governo chinês anunciou que o procedimento deve ser estendido para Ezhou, além de outras duas cidades menores na mesma província, Chibi e Zhijiang.

    O governo chinês teme que o índice de transmissão do novo vírus cresça de forma exponencial na medida que centenas de milhões de habitantes deixam suas cidades para viajar dentro e fora do país para o feriado do Ano Novo Lunar, que começa no próximo sábado.

    Em Huanggang, o governo determinou o fechamento de cinemas e cafés. Além disso, pediu aos moradores que não deixem suas casas salvo “circunstâncias especiais”. Na manhã desta quinta-feira, boa parte da rede de transportes de Wuhan já havia sido suspensa.

    Alguns veículos chineses reportaram, no entanto, que algumas companhias aéreas permaneciam operando na cidade de 11 milhões de habitantes após o início da vigência da quarentena, às 10h no horário local (1h da manhã em Brasília). A população já foi avisada para não deixar suas residências.

    A mídia estatal, no entanto, divulgou fotos da estação de trem de Hankou, em Wuhan, praticamente deserta e bloqueada por portões, bem como cancelas interrompendo rodovias e vias expressas ao redor da cidade. Guardas estão patrulhando as principais estradas da cidade, segundo informou à Reuters um morador.

    Leia mais no Jornal O Globo.

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