China complica EUA ao suspender exportação de minerais essenciais para indústrias automotiva e aeroespacial
Medida de Pequim impacta cadeias globais de suprimentos e eleva riscos para indústrias de tecnologia e defesa – SAIBA MAIS
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Brasília, 13 de abril de 2025
Na última sexta-feira (11/abr), a China anunciou a suspensão das exportações de minerais de terras raras e ímãs essenciais para indústrias como automotiva, aeroespacial e de semicondutores, em retaliação aos aumentos tarifários impostos pelo presidente americano Donald Trump, iniciados em 2 de abril.
Segundo o jornal The New York Times , a paralisação nos portos chineses ocorre enquanto Pequim elabora um novo sistema regulatório, que pode restringir permanentemente o acesso de empresas, especialmente contractors militares dos EUA, a esses materiais críticos.
A medida intensifica a guerra comercial entre as duas potências, ameaçando cadeias globais de suprimento.
As terras raras, um grupo de 17 elementos químicos, são indispensáveis para a fabricação de produtos como veículos elétricos, drones, robôs e mísseis.
A China, que controla cerca de 60% da produção global de mineração e 90% do refino, segundo dados do setor, utiliza sua dominância como arma geopolítica.
O presidente chinês, Xi Jinping, organizou uma cerimônia de boas-vindas ao presidente Trump em novembro de 2017 – imagem reprodução
A suspensão pode causar interrupções na produção em indústrias dependentes, como montadoras em Detroit, onde estoques de emergência variam, dificultando previsões de impacto imediato.
Pequim já havia restringido exportações de outros minerais, como gálio e germânio, em 2024, sinalizando uma estratégia recorrente.
A decisão chinesa ocorre em um momento delicado, com os EUA buscando diversificar fontes de suprimento, como acordos com países ricos em minerais, a exemplo da República Democrática do Congo.
No entanto, analistas apontam que a dependência global da China para processamento de terras raras permanece um obstáculo significativo.
O The New York Times destaca que a ausência de alternativas robustas no curto prazo pode elevar preços e pressionar indústrias que dependem desses materiais, agravando tensões econômicas globais.
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Enquanto a China nega intenções de desestabilizar cadeias globais, afirmando que os controles visam “segurança nacional“, a suspensão reforça preocupações sobre a vulnerabilidade de economias ocidentais.
A escalada do conflito comercial sugere que 2025 será marcado por negociações intensas e esforços para reduzir a dependência de Pequim, enquanto indústrias correm para adaptar suas cadeias de suprimento frente a um cenário de incertezas.
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