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Chile vai rever aposentadorias, após fracasso da reforma que foi modelo para o Brasil

    O presidente do Chile, Sebástian Piñera, anunciou que pretende cobrar uma contribuição previdenciária das empresas e, assim, conseguir aumentar o valor das aposentadorias e pensões pagas no pais.

    O país adota um sistema de capitalização individual: cada trabalhador contribui para sua própria aposentadoria no futuro, com 10% do valor de seu salário.

    No novo modelo, as empresas passarão a pagar um valor de 6% de cada salário, que se somará aos 10% pagos pelos empregados, totalizando 16%.

    A medida busca melhorar as aposentadorias dos chilenos, que em média recebem entre 30 e 40% do seu último salário na ativa, algo em torno de US$ 400 dólares (cerca de R$ 1.670) , abaixo do salário mínimo.

    Piñera disse que, com a reforma, os atuais aposentados que recebem o valor mínimo terão um aumento no valor do benefício. No caso das mulheres, de US$ 91 (R$ 380), que serão pagos a 350 mil pessoas.

    Entre os homens, o aumento será de US$ 73 (R$ 304), para cerca de 500 mil aposentados.

    Piñera disse que enviará o projeto de lei com as mudanças ao Congresso nesta semana. Ele afirmou que pretende beneficiar “principalmente as mulheres, a classe média e os adultos maiores com dependência severa”, declarou.

    As pensões e aposentadorias estão a cargo das Administradoras de Fundos de Previdência (AFP), instituições financeiras privadas implementadas durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

    A proposta surge após quase três meses de grave crise social e política no país, onde os protestos já deixaram 29 mortos e milhares de feridos desde o dia 18 de outubro.

    No início de dezembro, em plena crise, o Congresso aprovou um projeto de lei proposto por Piñera para aumentar gradualmente as aposentadorias mínimas em 50%.

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