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Chanceler da Groenlândia busca cooperação e acordo de livre comércio com a China, diz Xinhua

    Aproximação é vista como estratégia para diversificar parcerias econômicas e apoiar busca por independência da Dinamarca, enquanto a região autônoma enfrenta pressões geopolíticas intensas por parte do governo de Trump – SAIBA MAIS

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    PEQUIM, 15 de abril de 2025

    A Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, está intensificando esforços para fortalecer laços econômicos com a China, incluindo a possibilidade de um acordo de livre comércio, segundo declarações da Ministra das Relações Exteriores, Vivian Motzfeldt, à agência estatal chinesa Xinhua.

    A iniciativa ocorre em um momento de crescente interesse dos Estados Unidos, liderados pelo presidente Donald Trump, em adquirir a ilha por razões de segurança nacional e recursos minerais.

    A aproximação com Pequim é vista como uma estratégia para diversificar parcerias econômicas e apoiar a busca por independência da Dinamarca, enquanto a Groenlândia enfrenta pressões geopolíticas intensas.

    A China, que domina 80% do mercado global de terras raras, é um parceiro econômico crucial para a Groenlândia, especialmente no comércio de pescado, que gerou mais de US$ 350 milhões em 2022.

    A ilha também atrai investimentos chineses em mineração e turismo, setores estratégicos para reduzir a dependência de subsídios dinamarqueses, que representam cerca de 20% do PIB local.

    No entanto, enquetes da Universidade de Groenlândia (Ilisimatusarfik) revelam que 55,4% dos groenlandeses preferem menos cooperação com a China, enquanto 59% desejam laços mais estreitos com os EUA, evidenciando divisões internas sobre a política externa.

    Por outro lado, a retórica agressiva de Trump, que inclui ameaças de tarifas contra a Dinamarca e até intervenção militar, tem unificado líderes groenlandeses e dinamarqueses contra a ideia de anexação.

    A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reafirmou que a Groenlândianão está à venda” durante visita à ilha.

    A Groenlândia, sob o Ato de Autogoverno de 2009, tem o direito de realizar um referendo para independência, mas a perda de subsídios dinamarqueses e a vulnerabilidade econômica pós-independência preocupam.

    Um possível acordo de associação livre com os EUA, semelhante ao modelo de Micronésia, foi sugerido por ex-oficiais de Trump, como Alexander Gray, em artigo no Foreign Policy, mas é visto com ceticismo local.

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    A movimentação da Groenlândia reflete um delicado equilíbrio entre autonomia, interesses econômicos e segurança no Ártico, onde a competição entre EUA, China e Rússia se intensifica.

    A maioria dos groenlandeses deseja independência, mas rejeita tornar-se um estado americano, preferindo controlar seu próprio destino.

    A busca por parcerias com a China pode acelerar o caminho rumo à soberania, mas também aumenta o risco de alienar aliados ocidentais, enquanto Trump pressiona por maior influência na região estratégica.

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