Caso o pacto provisório avance, a reconstrução de Gaza começaria no 16º dia do fim do conflito, apesar do impasse sobre quem governará o enclave – SAIBA MAIS
COMPARTILHE:
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Receba Notícias———
➡️ UrbsMagna no Telegram
O gabinete de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, confirmou que as delegações de seu país e as do Hamas assinaram um acordo para a libertação de reféns e um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Benjamin Netanyahu | Foto de ABIR SULTAN – EPA
Membros da segurança do governo votam os termos do pacto, depois que o premiê adiou a decisão, culpando Movimento de Resistência Islâmica por gerar uma crise de última hora para renegociar alguns pontos do que foi acordado e negociar conseguir mais concessões, mas o grupo nega.
Mesmo assim, as FDI (Forças de Defesa de Israel) intensificaram os ataques no enclave e mataram 90 palestinos desde o anúncio do início da trégua, previsto para vigorar a partir deste domingo (19/jan), após 15 meses de conflito que causou a morte de 46,7 mil.
O ainda presidente dos EUA até o domingo, Joe Biden, disse em entrevista à MSNBC, na quinta-feira (16/jan) que Netanyahu “tem que encontrar uma maneira de responder às preocupações legítimas” dos palestinos. Segundo o democrata, “a ideia de que Israel será capaz de se sustentar a longo prazo, sem ter em conta a questão da Palestina, não vai acontecer”.
Biden, que entrega sua poltrona na Casa Branca na segunda-feira (20/jan), ao primeiro presidente condenado dos EUA, Donald Trump, disse que Netanyahu “tem de encontrar uma forma de acomodar as preocupações legítimas de um grande grupo de pessoas, os palestinos“, pois “eles não têm um lugar para viver de forma independente”.
Durante o seu mandato, Biden enfrentou críticas de defensores dos direitos humanos pelo seu apoio militar e diplomático a Israel, durante toda a ofensiva militar contra Gaza, apesar de algumas vezes ter criticado o premiê, mas sempre mantendo firme apoio ao aliado de Washington, disse a Reuters.
Enquanto isso, as equipas de Donald Trump e Joe Biden trabalharam juntas para concretizar o cessar-fogo com o apoio de Benjamin Netanyahu. Israel garante que o acordo com o Hamas para a trégua e a libertação de reféns foi assinado.
Ao que tudo indica, a delegação de Netanuahu em Doha, no Qatar, negociou mesmo o fim do conflito com membros do Movimento de Resistência Islâmica, na quinta-feira (16/jan). O Hamas afirmou que todas as disputas sobre o conteúdo do acordo tinham sido resolvidas e acusou Israel de tentar criar tensão num momento crítico, mas o país deverá se reunir nesta sexta-feira (17/jan) para aprovação dos termos.
A reunião poderia ter sido adiada para sábado (18/jan) à noite, para dar tempo que eventuais detratores do pacto apresentem seus pedidos à Justiça, o que poderia atrasar a entrada em vigor do acordo, marcada para domingo, disse o The Times of Israel.
Mas Israel confirmou o “acordo sobre a libertação de reféns” após um impasse e Netanyahu foi informado pela equipa de negociação.
Detalhes do acordo
Antes da definição do acordo, era este esboço abaixo que havia sido amplamente divulgado:
➡️Fase 1 – Biden disse na quarta-feira (15/jan) que os palestinos poderão retornar aos seus bairros na Faixa de Gaza, onde a assistência humanitária aumentará. O cessar-fogo inicial seria de seis semanas, enquanto o Hamas libertaria 33 dos reféns capturados no ataque de 7 de outubro, não sendo claro quantos estão vivos. O grupo libertado seria trocado por prisioneiros palestinos. Israel retiraria as FDI das áreas mais povoadas do enclave. Aproximadamente 2,3 milhões de deslocados retornariam.
➡️Fase 2 – Negociações começariam 16 dias após o início do cessar-fogo e a libertação de todos os reféns. Os que morreram teriam seus restos mortais enviados a Israel, que liberaria também prisioneiros condenados a longas penas por ataques mortais. Mas combatentes do Hamas que participaram do 7 de outubro permaneceriam presos. Biden disse que esta fase envolve negociar “um fim permanente da guerra“, após passagem pela Fase 1.
➡️Fase 3 – A reconstrução de Gaza começaria no 16º dia do cessar-fogo, apesar do impasse sobre quem governará o enclave e com Israel insistindo que o Hamas deve ser removido do poder e se recusando a permitir um governo da Autoridade Palestina, que controla a Cisjordânia. Uma administração provisória, desejada por Netanyahu, EUA e Emirados Árabes Unidos, assumiria depois, de modo permanente, pois Jerusalém quer controlar a região após o fim do conflito.
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Receba Notícias———
➡️ UrbsMagna no Telegram
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Receba Notícias———
➡️ UrbsMagna no Telegram











