Bloco parlamentar indeciso define se processo disciplinar contra deputado bolsonarista será arquivado em votação tensa
Urbs Magna Podcast
Futuro de Eduardo Bolsonaro
Brasília, 15 de outubro 2025
O destino político do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pende por um fio nas mãos do centrão, bloco parlamentar que pode selar o arquivamento de um processo disciplinar contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em um movimento surpreendente, o relator Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG) recomendou o fim da investigação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, alegando que as polêmicas declarações do parlamentar configuram mero “exercício da liberdade de expressão e opinião política em contexto de debates internacionais”.
A votação, marcada para 21 de outubro, transforma o colegiado em arena de tensão, onde 10 deputados indecisos – filiados a siglas como PP, Republicanos, PSD, MDB, Podemos e União Brasil – detêm o poder de aprovar ou derrubar o parecer, em um equilíbrio delicado entre lealdades partidárias e críticas veladas ao ausente legislador.
A representação, protocolada por deputados do PT, acusa Eduardo Bolsonaro de ataques sistemáticos ao Supremo Tribunal Federal (STF), conluio com autoridades estrangeiras para pressionar instituições brasileiras e ameaças ao pleito futuro, incluindo a incendiária frase “sem anistia para Jair Bolsonaro não haverá eleição em 2026”.
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Enquanto isso, o deputado reside nos Estados Unidos desde março, orquestrando uma campanha por sanções internacionais contra o Brasil em prol da soltura de seu pai.
O líder petista Lindbergh Farias (RJ) contestou a imparcialidade do relator – conhecido por proximidade com a família Bolsonaro e defesa da anistia – e recorreu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em busca de um novo examinador, mas o pedido foi negado.
Três outras queixas similares aguardam junção no colegiado, sob análise de Fabio Schiochet (União Brasil-SC), presidente do conselho.
Deputados do centrão, consultados pela Folha de S. Paulo, evitam prever seus votos, mas ventilam insatisfações com o “sumiço” de Eduardo, cujas faltas injustificadas desde julho ultrapassam o limite constitucional, embora só gerem punição em 2026 sem inelegibilidade.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente de seu partido, já disparou contra o bolsonarista, atribuindo-lhe um “prejuízo gigantesco” à direita nas eleições de 2026.
A manobra pode blindar Eduardo de cassação imediata – que traria inelegibilidade automática –, mas expõe fissuras no bolsonarismo, onde o centrão, pragmático, equilibra favores políticos com o desgaste de uma figura cada vez mais isolada.








O que se espera desta quadrilha de
Bandidos chamado centrão, eram pra estarem na cadeia…. Mas ainda irão ver este país fazendo justiça….aguardem!!!!!
O afastamento do Congresso das pautas governamentais e da vontade popular está fazendo do Congresso não um poder à serviço da Democracia e, sim, de seus interesses espúrios. A extrema direita e o nefasto Centrão vão pagar por todos os males cometidos para o Brasil e o povo brasileiro nas eleições de 2026. Nenhum candidato da direito será reeleito. Faremos um Congresso de esquerda, conectado com os interesses do.povo
Surpresa zero com o relator, inerte, improdutivo, rasgando o regimento interno da câmara, falta de decoro sim! Pior do que eles, são seus eleitores…
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