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    Alcolumbre, Motta e Lira viraram as costas para Flávio Bolsonaro

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    📷 Lula em Haneda, Tóquio, ao lado de Davi Alcolumbre, Hugo Motta e Arthur Lira |18.5.2025| Foto: Ricardo Stuckert |•| Ao fundo, Flávio Bolsonaro em Copacabana, em 16.8.2026 / Reprodução redes sociais |•| Arte URBS MAGNA |•|

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    17 de agosto de 2026

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reaproximou-se da cúpula do Congresso Nacional nas últimas semanas, enquanto Davi Alcolumbre, Hugo Motta e Artur Lira evitam o candidato do PL, Flávio Bolsonaro.

    A movimentação redefine alianças em estados-chave e desbloqueia pautas legislativas antes do primeiro turno das eleições 2026.

    Após período de idas e vindas no terceiro mandato, Lula realizou três reuniões com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Recebeu apoio explícito do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e observou o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o ex-presidente da Câmara Artur Lira (PP-AL) agirem para que o partido não indicasse vice a Flávio Bolsonaro, conforme mostra O Globo.

    O diálogo ocorre de forma direta com Motta e Alcolumbre, que se reúnem com Lula, e de maneira indireta com Ciro Nogueira, que intermedia por aliados como o líder do PP na Câmara, deputado Doutor Luizinho (RJ).

    A federação União-PP e o Republicanos adotaram neutralidade nacional, inclusive em Rio de Janeiro e Minas Gerais, estados em que Flávio contava com apoio.

    Os caciques avaliam maior chance de vitória de Lula, que lidera pesquisas, e negociam manutenção no comando do Congresso em 2027.

    O caso Dark Horse, revelado pelo The Intercept, em que Flávio pediu recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, afastou nomes do Centrão.

    Ciro Nogueira, alvo de mandado de busca da Polícia Federal por suposta atuação a favor de interesses de Vorcaro (o que ele nega), distanciou-se.

    Fez aliança com o PL no Piauí, mas evita campanha para Flávio.

    O candidato do PL não citou Ciro na lista de apoios ao Senado na semana passada.

    Flávio citou apoio a Artur Lira para o Senado em Alagoas, mas Lira não retribuiu e silencia sobre a disputa presidencial. Integrantes do PP afirmam que Lira articulou a neutralidade da federação e barrou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como vice de Flávio.

    Na relação com Alcolumbre, o PL ameaça lançar candidato próprio à presidência do Senado para emplacar impeachment de ministros do STF.

    Alcolumbre busca apoio de Lula e do PT para se reeleger.

    Diferentemente de Motta, não declarou apoio eleitoral direto. Fechou aliança com o PT no Amapá, apoia a reeleição do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, enquanto o PT apoia o governador Clécio Andrade (União Brasil).Alcolumbre facilitou a neutralidade nacional da federação e acordos locais.

    Em Minas Gerais, o diretório estadual é comandado desde julho pelo prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), próximo do PT.

    No Rio, integrantes do PP aproximam-se de Eduardo Paes (PSD), apoiado por Lula.Antes da reaproximação, Alcolumbre travou queda de braço pela indicação de Jorge Messias ao STF, derrotada no Senado após 132 anos sem rejeição de nome.

    Pautas como a PEC do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança e o projeto de minerais críticos ficaram travadas.

    Após as reuniões, foram destravadas. O líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), afirmou: “Há muita boa vontade do presidente Alcolumbre de encaminhar esses projetos”.

    Hugo Motta declarou apoio a Lula em evento na Paraíba em 10 de agosto. Disse:

    “A tendência nossa, aqui na Paraíba, é que caminhamos com o presidente Lula […] porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país”.
    Hugo Motta
    Hugo Motta
    Presidente da Câmara dos Deputados


    Lula ligou na quarta-feira seguinte para agradecer e convidou-o para reunião. Motta articula neutralidade do Republicanos e mira recondução à Câmara em 2027 com respaldo do governo.

    O movimento reforça a autonomia do Legislativo e sinaliza preferência por estabilidade institucional diante de polarização.

    A neutralidade do Centrão reduz tempo de TV de Flávio e abre espaço para alianças regionais com o Governo Lula.

    O impacto em democracia aparece na priorização de pautas sociais e no afastamento de escândalos que minam confiança pública.

    Publicações recentes em outras fontes confiáveis confirmam continuidade dos diálogos.



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