📷 O senador Flávio Bolsonaro não tem apoio do Centrão, que optou pela neutralidade na eleição presidencial de 2026 |•| Na imagem, Renata Abreu (Podemos), Ciro Nogueira (Progressistas), Antonio Rueda (União Brasil) e Marcos Pereira (Republicanos) |•| ARTE URBS MAGNA
| Brasília (DF)
04 de agosto de 2026
O Centrão decidiu pela neutralidade nas eleições presidenciais de 2026 e isolou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A escolha de partidos como Republicanos, Podemos, União Brasil e PP reduz o tempo de televisão e a estrutura de campanha do candidato e aumenta a capacidade de negociação com quem vencer as urnas.
Isso importa porque fortalece o Congresso e dificulta a governabilidade a partir de 2027.
Na manhã desta terça-feira (4/ago), o Republicanos formalizou em convenção nacional a posição de independência.
Segundo o presidente da legenda, Marcos Pereira, 17 diretórios estaduais votaram pela neutralidade, nove pelo apoio a Flávio Bolsonaro e apenas um por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão encerrou as esperanças do PL de emplacar a ex-presidente da Caixa Daniella Marques como vice e de ampliar o horário eleitoral.
Dias antes, a federação formada por PP e União Brasil já havia consolidado o mesmo caminho.
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), comunicou a Flávio Bolsonaro que a legenda permaneceria neutra no primeiro turno, liberando os diretórios estaduais para alianças locais.
A decisão se deu mesmo após a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ter sinalizado disposição para ocupar a vaga de vice.
O União Brasil acompanhou a posição por conta da federação. O Podemos e o MDB seguiram a mesma linha.
Relatos de bastidores apontam que a presidente do Podemos, Renata Abreu, deve confirmar a neutralidade nos próximos dias.
A prioridade dessas legendas é ampliar as bancadas na Câmara e no Senado, onde controlam influência sobre cerca de R$ 14 bilhões em fundos e emendas.
O jornalista Tiago Barbosa resumiu o movimento em publicação nesta terça-feira (4/ago): “Republicanos, Podemos, União Brasil, Progressistas – o Centrão todo largou o entulho e escolheu a neutralidade nas eleições. A candidatura de Flávio sobrevive só na mídia corporativa, nas pesquisas marotas e no oco mental dos alienados.”
A opção não é ideológica, mas pragmática: preservar capital político para negociar ministérios, emendas e presidência das Casas Legislativas após outubro.
O afastamento revela o cálculo de risco. Apoiar Flávio Bolsonaro poderia gerar desgaste em estados do Nordeste, onde diretórios mantêm alianças com o PT e o PSB.
Manter a neutralidade permite que o próximo presidente encontre um Congresso fortalecido e sem compromisso prévio, repetindo dificuldades enfrentadas por governos anteriores.
A estratégia também beneficia indiretamente Lula, que evita ceder tempo de televisão ao adversário.
O isolamento força o PL a montar uma chapa “puro-sangue”. Conversas com legendas menores continuam, mas o peso das grandes bancadas do Congresso Nacional ficou de fora.
O movimento conecta-se a episódios anteriores, como o desgaste de Flávio Bolsonaro após investigações envolvendo o Banco Master e a operação da Polícia Federal que mirava Ciro Nogueira.
A neutralidade reforça o papel do Parlamento como espaço de barganha. O próximo presidente precisará construir maioria caso a caso, o que pode aprofundar a fragmentação partidária e a dependência de emendas.
Para o eleitor, o cenário reduz a polarização nos palanques nacionais e concentra a disputa no Congresso.
Na tarde de terça-feira (4/ago), o Republicanos confirmou a decisão em nota oficial.
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