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“Não, Joel”: artigo viral de Celso Rocha de Barros é considerado leitura obrigatória e cita “Flávio e sua quadrilha”

    Segundo o autor, a “estratégia da direita, de moderação do bolsonarismo, fracassou” e “tentam impichar ministros do STF desde muito antes do caso Master

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    O senador
    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa da entrega do colar de honra ao mérito, maior honraria da Alesp, ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto |27.2.2026| Foto: Danilo Verpa/Folhapress
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 10 de março de 2026

    Um texto publicado pela Folha de S.Paulo no sábado (7/mar), escrito pelo cientista político Celso Rocha de Barros, mestre e doutor em direito e sociologia pela Universidade de Oxford, responde diretamente a uma coluna anterior de Joel Pinheiro da Fonseca, também na Folha, datada de 2 de março, acusa Flávio Bolsonaro, filho e indicado pelo ex-presidente, de golpismo.

    O conteúdo foi amplamente repercutido em redes sociais e veículos, com destaque para o compartilhamento pelo autor Henrique Abel no X (antigo Twitter), que classificou a leitura como obrigatória para democratas.

    No texto, Celso Rocha de Barros detona o “bolsonarismo moderado“, usando crítica afiada para expor o fracasso da estratégia de moderação na direita e alerta para diluição de fronteiras entre críticas legítimas e agenda extremista no STF e no caso Master.

    O cientista político rebate duramente as teses defendidas por Joel Pinheiro da Fonseca em coluna anterior, em debate que gira em torno da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e das implicações para a democracia brasileira.

    Celso Rocha de Barros argumenta que “a candidatura Flávio Bolsonaro nunca foi inevitável”. Segundo ele, ela surge exatamente porque a estratégia adotada pela direita nos últimos três anos — a moderação do bolsonarismo — fracassou.

    O colunista recorda que Joel Pinheiro da Fonseca defendeu explicitamente essa linha em texto de 29 de abril de 2024, intitulado “Precisamos do bolsonarismo moderado”.

    “Deu errado. Vocês queimaram os governadores de direita, que se sujeitaram às piores perversões de Jair para conseguir um apoio que nunca veio”, escreve Celso.

    O autor classifica Flávio Bolsonaro como golpista, citando declarações do senador em entrevista à própria Folha em 14 de junho de 2025: se o STF considerar a anistia inconstitucional para envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2022, ele “dará um golpe”.

    Flávio também apoiou o chamado “tarifaço” — interpretado como tentativa de intervenção estrangeira — e manifestou preferência por Eduardo Bolsonaro como chanceler.

    Celso Rocha de Barros diferencia as críticas republicanas ao STF — como as do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que aponta promiscuidade entre ministros e interesses empresariais — das ações de Flávio Bolsonaro e aliados.

    Ele afirma que “Flávio e sua quadrilha tentam impichar ministros do STF desde muito antes do caso Master, Joel. Querem fazê-lo por vingança contra a atuação da corte na defesa da democracia e como advertência a qualquer outro ministro que se coloque contra a próxima ofensiva golpista”.

    O colunista destaca o caso Master – escândalo envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro, com liquidação pelo Banco Central em novembro de 2025 e investigações por fraudes bilionárias.

    Segundo Celso, a esmagadora maioria dos envolvidos pertence à direita, incluindo figuras como o deputado Filipe Barros (PL-PR), que pediu aplicação do artigo 142 em 2022 e apresentou projeto para elevar a cobertura do FGC a R$ 1 milhão — medida vista como tentativa de mitigar prejuízos do esquema.

    A crítica central é à suposta “falcatrua em curso”: “diluir a fronteira entre as críticas bolsonaristas e as críticas republicanas ao STF, ao mesmo tempo em que se esconde do público a informação de que quase todos os envolvidos no escândalo do Master são de direita. É a abertura para justificar a adesão da direita tradicional à candidatura de Flávio”.

    O artigo reforça a distinção entre crítica institucional legítima e endosso velado a vocabulário golpista, posicionando Celso Rocha de Barros como voz contrária à normalização de posturas extremistas na direita brasileira.

    Leia a íntegra, conforme postado na Folha:

    Toque na imagem
    Celso Rocha de Barros

    “Em resposta a minha coluna do último domingo (1º), Joel Pinheiro da Fonseca escreveu nesta Folha, no dia 2 de março, que Flávio Bolsonaro não é golpista; que Flávio pedir impeachment de ministros do STF o iguala a quem critica os ministros pela atuação no caso Master; e que a hegemonia bolsonarista dentro da direita brasileira é um fato incontornável, diante do qual tudo que a direita tradicional pode fazer é se adaptar.

    Não, Joel.

    A candidatura Flávio Bolsonaro nunca foi inevitável. Ela existe porque a estratégia da direita brasileira nos últimos três anos, a moderação do bolsonarismo, fracassou. Você a defendeu explicitamente na coluna “Precisamos do bolsonarismo moderado”, de 29 de abril de 2024. Deu errado. Vocês queimaram os governadores de direita, que se sujeitaram às piores perversões de Jair para conseguir um apoio que nunca veio.

    Agora que o bolsonarismo moderado não apareceu, não adianta revisar a dosimetria de quem vocês mesmo reconheciam como golpistas três meses atrás.

    Afinal, se Flávio for mesmo um democrata, você e o pessoal do “bolsonarismo moderado” lhe devem desculpas. Nunca citaram o nome do senador entre os bolsonaristas moderados. Flávio fazia parte da turma por comparação a quem a suposta moderação de Tarcísio era exaltada. Como você ignorou esse Tancredo Neves de Rio das Pedras, Joel?

    Mas Flávio é golpista. Pretende anistiar os membros de sua quadrilha que tentaram o golpe em 2022. Em entrevista à Folha em 14 de junho de 2025, disse que, se o STF considerar a anistia inconstitucional, dará um golpe. Apoiou com entusiasmo o tarifaço, a primeira tentativa de uma facção política brasileira de tomar o poder por intervenção direta de potência estrangeira em nossa história. Já declarou, inclusive, que adoraria ter Eduardo Bolsonaro, o articulador das tarifas, como chanceler.

    Flávio e sua quadrilha tentam impichar ministros do STF desde muito antes do caso Master, Joel. Querem fazê-lo por vingança contra a atuação da corte na defesa da democracia e como advertência a qualquer outro ministro que se coloque contra a próxima ofensiva golpista.

    É uma postura completamente diferente, quero crer, da do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que critica o STF pela promiscuidade de ministros com interesses empresariais.

    A distinção fica ainda mais clara quando se percebe o óbvio: até agora, pelo menos (isso pode mudar), a esmagadora maioria dos envolvidos no caso Master vem da direita, inclusive da direita golpista. Todos os grandes partidos direitistas estão enroladíssimos.

    O deputado Filipe Barros (PL-PR), por exemplo, pediu artigo 142 no Congresso em 30 de novembro de 2022. Já que ninguém o prendeu por isso, aproveitou para apresentar projeto elevando para R$ 1 milhão a cobertura do FGC para quem perdesse dinheiro em trambiques como o de Daniel Vorcaro.

    A falcatrua em curso é a seguinte: diluir a fronteira entre as críticas bolsonaristas e as críticas republicanas ao STF, ao mesmo tempo em que se esconde do público a informação de que quase todos os envolvidos no escândalo do Master são de direita. É a abertura para justificar a adesão da direita tradicional à candidatura de Flávio.

    Não entre nessa, Joel.”


    Não há novas publicações relevantes nas últimas 24 horas nas principais fontes sobre o debate específico entre Celso Rocha de Barros e Joel Pinheiro da Fonseca.

    Investigações do caso Master seguem em andamento no STF e na PF, com possíveis desdobramentos prometidos em breve.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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