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CBF abandona ideia de camisa vermelha e mantém tradição da Seleção Brasileira

    CBF abandona ideia de camisa vermelha e mantém tradição da Seleção Brasileira


    Imagem divulgação FOOTYHEADLINES


    Após polêmica, entidade reafirma compromisso com cores tradicionais e descarta uniforme vermelho para a Copa de 2026 – SAIBA MAIS

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    Brasília, 30 de abril de 2025

    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, em nota oficial, que não adotará a suposta camisa vermelha como segundo uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, após intensa repercussão negativa nas redes sociais.

    A ideia, inicialmente divulgada pelo site especializado Footy Headlines, sugeria que a marca Jordan, subsidiária da Nike, substituiria o tradicional azul por um uniforme vermelho vibrante, quebrando uma tradição de 68 anos.

    A CBF esclareceu que as imagens circuladas não são oficiais e que a nova coleção de uniformes será definida em conjunto com a Nike, respeitando o estatuto da entidade, que prioriza as cores da bandeira nacional (amarelo, azul, verde e branco).

    A decisão foi reforçada após críticas de torcedores, jornalistas como Galvão Bueno, que chamou a mudança de “crime” em seu programa na Band, e políticos de oposição, que associaram a cor vermelha ao Partido dos Trabalhadores (PT).

    A polêmica ganhou força com a viralização de 24 milhões de menções nas redes sociais, 90% delas negativas, segundo levantamento da Quaest.

    O estatuto da CBF permite cores fora da bandeira apenas em modelos comemorativos, aprovados pela diretoria, como o uniforme preto usado em 2023 contra o racismo.

    Historicamente, a Seleção usou vermelho em 1917 e 1936 no Campeonato Sul-Americano devido a conflitos de uniformes, mas nunca em Copas do Mundo.

    A CBF, pressionada pela rejeição da extrema direita do Brasil, atualizou sua nota para garantir que os padrões tradicionais nas cores amarelo e azul serão mantidos, esfriando a controvérsia.

    A reação nas redes sociais também gerou memes e enquetes.

    A Nike, que planejava o lançamento para março de 2026, apostava no apelo comercial da marca Jordan para atrair o público jovem, mas a resistência cultural e estatutária prevaleceu.

    A CBF, sensível à polarização política e à associação do vermelho ao PT, optou por manter a identidade visual histórica da Seleção.

    A decisão reforça o compromisso com a tradição e evita um conflito com torcedores e patrocinadores, enquanto a entidade segue planejando os uniformes para o Mundial nos EUA, Canadá e México.

    A CBF emitiu uma nota inicial e, em seguida, a atualizou, acrescentando, entre parênteses, que “(os padrões nas cores amarelo tradicional e azul serão mantidos) .

    LEIA as duas notas:

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    PRIMEIRA NOTA:

    “A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que as imagens divulgadas recentemente de supostos uniformes da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 não são oficiais. 

    Nem a CBF e nem a Nike divulgaram formalmente detalhes sobre a nova linha da Seleção. 

    A entidade reafirma o compromisso com seu estatuto e informa que a nova coleção de uniformes para o Mundial ainda será definida em conjunto com a Nike.”

    ATUALIZAÇÃO:

    “A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que as imagens divulgadas recentemente de supostos uniformes da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 não são oficiais. 

    Nem a CBF e nem a Nike divulgaram formalmente detalhes sobre a nova linha da Seleção. 

    A entidade reafirma o compromisso com seu estatuto (os padrões nas cores amarelo tradicional e azul serão mantidos) e informa que a nova coleção de uniformes para o Mundial ainda será definida em conjunto com a Nike.”

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