O governador reeleito do RJ conversou com o Presidente eleito por telefone na última semana
O governador reeleito no Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anda cercado por aliados do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve ir à Brasília no começo de dezembro para encontro com o líder da esquerda mundial, após diálogo por telefone entre ambos na última semana, informa Gabriel Saboia, no jornal O Globo.
Segundo o texto, apesar de ser do mesmo partido do ainda presidente, o derrotado nas urnas Jair Bolsonaro, o governador Fluminense quer estar alinhado com o próximo governo, demonstrando afastamento do futuro ex, após crise implodida na disputa pelo comando do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Estado.
Dos Estados Unidos, onde passa férias com a família, Castro se conectou via chamada de vídeo à bancada bolsonarista que se reunia no Palácio Guanabara, na última quinta-feira (17/11), e disse que a interferência do senador Flávio Bolsonaro no processo de escolha do novo diretor-superintendente da entidade privada foi um “papelão do chefe de vocês“, conforme transcrição feita pelo jornal sobre a fala relatada por alguns dos presentes.
Flávio e o ministro da Economia, Paulo Guedes, estariam interferindo para que Antônio Alvarenga Neto, atual diretor-superintendente Sebrae-RJ, fosse reeleito para o cargo, quebrando um acordo alinhavado por Castro antes da viagem, segundo o qual o escolhido para o posto seria o deputado federal Vinícius Farah (União).
Apesar de ter feito campanha e pedido votos para Bolsonaro, o governador do RJ sempre se manteve atento à possibilidade de Lula ser eleito e tomou certos cuidados, como os vistos em comícios, quando destoava das vestimentas verde e amarela, cores de um dos quatro símbolos nacionais, a Bandeira do Brasil, que foi sequestrada pelo presidente derrotado. Castro fazia questão de se posicionar como governador e não como “mais um bolsonarista” sobre o palanque.
Na mensagem passada a Lula, durante o telefonema da última semana, deixou claro que não pretende ter qualquer espécie de indisposição com o futuro governo, diz o jornalista, que prossegue em seu texto indicando que Castro deve reservar cargos ao grupo no governo para não perder a interlocução conseguida.
André Ceciliano (PT) será um dos que terão espaço em sua próxima administração, mas Lula também o quer em algum cargo federal em seu terceiro governo.

Deve haver polarização após a vitória do presidente Lula sobre o derrotado Jair Bolsonaro? Não! Somos uma só nação.Claro, separando o joio do trigo.
Os comentários estão fechados.