Casos de Omicron diminuem no mundo e OMS Europa crê numa “espécie de fim da pandemia”

Hans Kluge, diretor da OMS Europa, admite o fim da pandemia no continente até março © AFP


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Cientistas de várias partes do mundo estão otimistas quanto à redução do número de infecções, mas pedem cautela

Os casos de Omicron estão diminuindo no mundo e a OMS Europa (regional da Organização Mundial da Saúde) acredita em numa “espécie de fim da pandemia“, após a variante mudar o entendimento para uma nova fase, podendo, inclusive, encerrá-la na Europa, conforme declarações, neste domingo (23/1) do responsável oficial pela entidade na região. Cientistas de várias partes do mundo estão otimistas quanto à redução do número de infecções, mas pedem cautela.

É plausível que a região esteja caminhando para uma espécie de final de pandemia“, disse o diretor regional da OMS na Europa, Hans Kluge, à agência de notícias AFP em entrevista, acrescentando que a variante Omicron pode infectar 60% dos europeus até março.

Haverá, por algumas semanas e meses, uma imunidade global, graças à vacina ou porque as pessoas têm imunidade devido à infecção, e também em razão da redução da sazonalidade. Antecipamos que haverá um período de silêncio antes que a Covid-19 possa voltar no final do ano, mas não será necessariamente a pandemia voltando”, disse Kluge.

Do outro lado do Atlântico, nos EUA, o cientista Anthony Fauci, também expressou otimismo, apesar de alguma cautela, durante entrevista no programa “This Week“, da ABC News, quando afirmou que, com os casos de Covid-19 caindo “acentuadamente” em algumas partes “as coisas parecem boas“. Ele acredita em uma “reviravolta em todo o país“.

No escritório regional da OMS na África, a diretora Dra. Matshidiso Moeti também disse na semana passada que os casos de Covid caíram e as mortes estão diminuindo pela primeira vez desde que a quarta onda do vírus dominada pela Omicron atingiu seu pico.

A variante Omicron, que os estudos mostraram ser mais contagiosa que a Delta, mas geralmente com infecções menos graves entre as pessoas vacinadas, aumentou as esperanças de que o Covid-19 está começando a mudar de uma pandemia para uma doença endêmica mais gerenciável, como uma gripe sazonal.

Contudo, o diretor da OMS Europa, Kluge, alertou que ainda é muito cedo para considerar o Covid-19 endêmico. “Fala-se muito sobre endemia, mas endêmica significa… que é possível prever o que vai acontecer. Esse vírus nos surpreendeu mais de uma vez, então temos que ter muito cuidado“, disse. “Com a variante Omicron se espalhando tão amplamente, outras variantes ainda podem surgir“, alertou.

O comissário europeu para os Mercados Internos, Thierry Breton, cujo mandato inclui a produção de vacinas, disse no domingo que será possível adaptar as vacinas existentes a quaisquer novas variantes que possam surgir. “Vamos conseguir resistir melhor, inclusive a novas variantes“, disse à televisão francesa LCI. “Estaremos prontos para adaptar as vacinas, principalmente as de mRNA, caso seja necessário adaptá-las a variantes mais virulentas“.

Na região da OMS Europa, que compreende 53 países, incluindo vários na Ásia Central, o Omicron representou 15% dos novos casos em 18 de janeiro, em comparação com 6,3% na semana anterior, disse a agência.

Omicron é agora a variante dominante na União Europeia e no Espaço Econômico Europeu (EEE, ou Noruega, Islândia e Liechtenstein), disse a agência de saúde da UE ECDC na semana passada.

Por causa da disseminação muito rápida da variante pela Europa, Kluge disse que a ênfase deveria estar em “minimizar a interrupção de hospitais, escolas e economia, e fazer grandes esforços para proteger os vulneráveis“, em vez de medidas para interromper a transmissão.

Ele, por sua vez, exortou as pessoas a exercer responsabilidade pessoal. “Se você não se sentir bem, fique em casa, faça um autoteste. Se você testar positivo, se isole“, disse.

Kluge disse que a prioridade é estabilizar a situação na Europa, onde os níveis de vacinação variam entre os países de 25 a 95 por cento da população, levando a diferentes graus de pressão nos hospitais e no sistema de saúde.

Estabilizar significa que o sistema de saúde não está mais sobrecarregado devido ao Covid-19 e pode continuar com os serviços essenciais de saúde, que infelizmente foram realmente interrompidos por câncer, doenças cardiovasculares e imunização de rotina”.

Questionado se seriam necessárias quartas doses para acabar com a pandemia, Kluge foi cauteloso, dizendo apenas que “sabemos que essa imunidade aumenta após cada injeção da vacina“.

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