Segundo o Metrópoles, o veículo oficial do Senado Federal ligado ao parlamentar estava em carreata pró-Bolsonaro na segunda-feira (4), em claro flagrante de uso indevido de recursos públicos
Brasília, 06 de agosto de 2025
Um carro oficial do Senado Federal foi flagrado no meio de uma carreata em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, na última segunda-feira (4/8).
O veículo, identificado pela placa 95, pertence ao senador Jorge Seif (PL-SC) e foi visto na Torre de TV, durante um protesto contra a prisão domiciliar do ex-mandatário, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A presença do automóvel oficial em um ato político levantou questionamentos sobre o uso inadequado de recursos públicos, já que a legislação brasileira proíbe o uso desses veículos para atividades não relacionadas ao serviço público, segundo o Metrópoles.
O senador Jorge Seif confirmou que o carro estava no local, mas alegou que apenas seu assessor o utilizava no momento.
Segundo ele, o veículo passou pela carreata porque a Esplanada dos Ministérios estava fechada, e o assessor precisava buscar um notebook esquecido no Senado.
A justificativa, no entanto, não convenceu, já que o carro foi filmado na faixa da direita, junto aos manifestantes, com o pisca-alerta ligado, mesmo havendo uma pista livre à esquerda.
O ato, organizado por apoiadores de Bolsonaro, teve discursos contra Moraes e reuniu manifestantes que buzinaram em apoio ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar após descumprir medidas cautelares impostas pelo STF.
A carreata partiu da Torre de TV e seguiu pelas ruas de Brasília, com alguns participantes indo até o condomínio no Jardim Botânico, onde Bolsonaro reside.
Lá, usaram um carro de som para criticar Moraes, chamando a prisão de “cárcere privado”.
O ato foi liderado pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho, que afirmou que a prisão de Bolsonaro representa “a prisão de todos os brasileiros”.
A manifestação foi pacífica, sem registros de incidentes, mas a presença do veículo oficial reacendeu o debate sobre a conduta de parlamentares no uso de bens públicos, especialmente em um contexto de alta polarização política.
O caso expõe a tensão entre a liberdade de expressão e o uso responsável de recursos do Senado Federal.
A legislação, especificamente a Lei nº 1.081/1950, é clara ao proibir o uso de carros oficiais para fins pessoais ou políticos.
A repetição de incidentes semelhantes reforça a necessidade de maior fiscalização e transparência no uso desses bens, enquanto a sociedade cobra explicações sobre a conduta de seus representantes.









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Gente Malandra!
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